Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (I)

crstam.jpgPREFÁCIO
     Homens de Deus como Darby, Scofield e Larkin deram já passos largos no estudo dispensacional da Bíblia, mas seria um erro supor, como alguns parecem crer, que o assunto já se encontra esgotado, pois no “manejar (ou, dividir) bem a Palavra da verdade” o campo é tão vasto como a própria Bíblia em si.  Na verdade, com o passar dos anos tem-se grandemente sentido a necessidade dum outro livro sistemático sobre dispensacionalismo, ao tornar-se evidente que os escritos populares que existem actualmente sobre o assunto são insuficientes pelo menos num aspecto significativo; nomeadamente, na sua falha em apresentar clara e consistentemente o carácter distinto da mensagem e ministério de Paulo, como o apóstolo da presente dispensação.

     A maioria dos nossos ensinadores da Bíblia tem visto, ainda que num grau limitado, a distinção entre o ministério de Paulo e o dos doze, mas tem ensinado ao mesmo tempo que Paulo laborou sob a chamada “grande comissão” dada aos outros apóstolos, que a igreja desta dispensação principiou em Pentecostes com Pedro e os onze, que “o evangelho da graça de Deus” foi proclamado antes de Paulo, etc. ...  Esta falha na compreensão plena do carácter distinto do apostolado de Paulo tem contribuído muito para a confusão que existe entre os crentes fundamentalistas e tem deixado ainda muita coisa para ser clarificada pelos que desejam "a plenitude da inteligência (ou, a plena certeza da compreensão)".

     A redescoberta do lugar especial de Paulo no programa de Deus, e a ênfase cada vez maior colocada nos últimos anos sobre o que ele chama de “o meu Evangelho, e a pregação de Jesus Cristo segundo a revelação do mistério” tem proporcionado ao povo de Deus a chave para muitos problemas que, por terem estado tanto tempo sem resposta, causaram as grandes conferências dispensacionais bíblicas de há uma geração e que depois quase desapareceram.

     No estudo das dispensações deleitamo-nos com a verdadeira análise bíblica. Por assim dizer, tomamos o Livro à parte1,  não para pôr algo de parte, mas para examinar as suas partes separadas e notar as diferenças.

     Mas também nos deleitamos com a verdadeira síntese bíblica no estudo das dispensações e ao vermos a harmonia perfeita de toda a Palavra de Deus. Muitas escolas bíblicas anunciam cursos de síntese bíblica que na realidade se resumem apenas a breves sumários dos sessenta e seis livros da Bíblia. Tais cursos deviam ser caracterizados como sinopses e não como sínteses. A síntese bíblica é um estudo sistemático do desenrolar progressivo da revelação de Deus e do desenvolvimento dos Seus tratos com os homens, como também da unidade do Seu propósito nesses tratos.  É um estudo das dispensações na sua relação mútua.  Assim, nenhum estudo que negue ou ignore a doutrina das dispensações é verdadeiramente síntese bíblica.

     O presente volume não trata das dispensações consecutivamente mas antes do dispensacionalismo na sua relação com a mensagem e o programa de Deus para os nossos dias. Em algumas citações bíblicas são usadas letras maiúsculas para serem enfatizadas relações que doutro modo poderiam ser olvidadas. Apesar de fazermos frequentemente citações parciais de versículos, não as usamos, assim esperamos, em violação do seu verdadeiro sentido à luz dos seus contextos. São usados liberalmente sub-cabeçalhos para ajudar a clarificar os pensamentos e no fim de cada capítulo temos acrescentada uma lista de vinte perguntas como ajuda adicional aos estudiosos da Bíblia a fim de considerarem e reterem o que lêem.

     Reconhecemos cheios de gratidão a ajuda de outros na preparação deste volume. Três deles apresentaram críticas doutrinais:  Charles F. Baker de Milwaukee e Donald Elifson de Chicago; ambos bem qualificados para tratarem de assuntos dispensacionais, e J. C. O’Hair de Chicago, que provavelmente mais contribuiu para o restabelecimento da verdade dispensacional que qualquer outro nos nossos dias. É claro que com isto não implicamos que estes irmãos sancionaram necessariamente todos os detalhes deste volume como agora aparece, mas as suas críticas foram consideradas em espírito de oração e muitas das suas sugestões foram aceites.

     Apesar de termos procurado tornar este livro tão compreensivo quanto possível, não se deve presumir daí que ele seja exaustivo, pois como já dissemos, o campo do estudo dispensacional é tão vasto como a própria Bíblia. Talvez ainda antes do Senhor vir arrebatar os seus, o Espírito ilumine os corações e mentes de outros para verem o que nós não vimos e outros escritores melhorem e aperfeiçoem o que aqui foi escrito.

     Ao publicarmos estes estudos oramos humildemente para que eles sejam para o leitor, um contributo substancial para a compreensão e gozo das Escrituras, e uma ajuda distinta no seu serviço para Cristo.

     À medida que os dias se tornam cada vez mais negros possa Deus conduzir-nos a todos a um maior entendimento da Sua verdade de modo a podermos ser usados mais inteligente e eficazmente, “para a glória da Sua graça”.
 


1 Manejar (ou dividir) bem” em II Tim. 2:15 significa cortar direito.

CORNELIUS  R.  STAM
 Milwaukee, Wisconsin
1 de Fevereiro de 1951

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