O Relógio Divino dos Séculos (XXI)
A DISPENSAÇÃO DO MISTÉRIO
Alguns supõem que o mistério consistia meramente no facto de que os Gentios seriam salvos, mas isso não é, ou era, nenhum mistério, pois estava claramente revelado e predito em todo o Velho Testamento. O mistério, contudo, consiste no facto de Deus ter aberto um novo canal de bênção para as nações, no lugar de Israel, e de Deus estar agora pela Sua Graça a tomar crentes Judeus e Gentios e a baptizá-los pelo Seu Espírito num Corpo - unido, tornando-os co-herdeiros e co-participantes da Sua promessa em Cristo pelo Seu Evangelho. No programa respeitante ao Reino, Israel tem sempre prioridade, mas no respeitante ao Corpo de Cristo essa prioridade não existe. O Evangelho de Deus, pelo qual Judeus e Gentios são salvos, não foi nenhum mistério, pois tinha sido prometido antes pelos Seus profetas nas Santas Escrituras (Rom. 1.1,2); porém, o mistério foi aquele que Paulo chama «o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo, segundo a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto" (Rom. 16.25). O erro fatal de interpretação que muitos crentes cometem, é ler a Igreja, que é o Seu Corpo, nas promessas do Velho Testamento, ou no relato dos Evangelhos, ou até na primeira metade do Livro dos Actos; pois é evidente, que não podia haver nenhum corpo-unido, enquanto o Evangelho estivesse a ser somente pregado aos Judeus.
Paulo mostrou que os dons sinais, tais como línguas, foram dados como um sinal para Israel, (I Cor. 14.20, 22), e que por isso estavam condenados a passar com a presente dispensação. Durante o período transicional, do mesmo modo, havendo dois baptismos, o da água e o do Espírito Santo, e Paulo declara que para o corpo de Cristo, só há um baptismo, (Efésios 4.5), que sem dúvida é o baptismo pelo qual o crente é baptizado pelo Espírito na morte de Cristo, no Corpo de Cristo e no próprio Cristo. Enquanto a vocação do reino de Israel era terrena, a nossa é celestial. A esperança de Israel, é o retorno de Cristo à terra, como Rei, para estabelecer o Seu Reino, (Actos 1.6), mas a nossa esperança é o aparecimento de Cristo para nos arrebatar para o céu, (1 Tessalonicenses 4. 13,18). Há muitos sinais políticos, físicos e astronómicos que devem ser cumpridos, antes que Cristo regresse á terra, mas não antes do arrebatamento da Igreja. Esta verdade do arrebatamento da igreja é chamada, um «mistério" (1 Coríntios 15.51,52), e é evidente que a Igreja não terá parte na grande tribulação de Israel, a qual virá depois de o Corpo de Cristo estar completo e ser arrebatado para a Glória.



