AS DISPENSAÇÕES

Dispensação vem do Grego OIKO = CASA e NOMOS = LEI, GOVERNO. Uma dispensação é o governo duma casa.

Nas Escrituras vemos que Deus tem 2 casas:

• a casa de Israel (Act. 2.36). 
• a casa da fé [ou, domésticos da fé] (Gál. 6.10).

     Estas são as duas grandes divisões da Bíblia.

     Cada uma destas casas tem um conjunto de regras diferentes de governo. O Conjunto de regras de Israel é a lei, o da Igreja é a graça.

     Mas dentro da mesma casa pode ainda haver regras de governo diferentes. Ex.: Criança que no princípio não pode comer com faca e garfo e mais tarde já pode. É assim que na casa de Israel vemos várias formas de governo diferente (várias dispensações).

     Uma dispensação é uma administração, um programa de governo. Deus teve vários programas de governo ao longo dos tempos. A nossa grande responsabilidade é saber o presente programa de governo.

INOCÊNCIA ou LIBERDADE - Estado de Adão antes de pecar. Não sabia distinguir o bem do mal, pois só conhecia o bem. O pecado conduziu à escravidão.

     Responsabilidade do homem:

• Manter uma relação directa com Deus
• O lavrar e guardar o jardim (Gén. 2.15). 
• Não comer da árvore do conhecimento (Gén. 3.6).

     Juízo - expulso do jardim. Pecado, dor e morte entram (Gén. 3.16-19, 23, 24).


CONSCIÊNCIA ou AUTODETERMINAÇÃO - Com a entrada do pecado o homem passou a conhecer também o mal. Viram que estavam nus (Gén. 3.7-10) revela que passaram a conhecer o bem e o mal (Rom. 1.32; 2.15).Entrou na posse da consciência. A partir de então, sempre que agia mal um sentimento de culpa apoderava-se dele. Poder-se-ia pensar que seria um grande travão para o mal, mas não. O homem tem a partir de então uma natureza pecaminosa.

     Responsabilidade:

• Ser governado pela consciência; obediência aos ditames desta.
• Trazer sacrifícios de animais (Gén. 3.2; 4.1-4 e Heb. 11.4).

     O início desta dispensação começa com o relato dum homicídio (Abel). É claro que termina com a terra cheia de violência (Gén. 6.11). Isso levou Deus a destruir a terra com o dilúvio (Gén. 6.17).


GOVERNO HUMANO ou CIVIL (Gén. 8.15; Heb. 6.15; 11.9) - Por causa da violência e do derramamento de sangue que houve Deus instituiu com Noé a dispensação do governo humano (Gén. 9.6) com o surgimento das nações. Temos aqui a base do código da justiça penal, que inclui todas as penas menores. Até aqui toda a humanidade relacionava-se directamente com Deus - temos princípios de governo divino. Agora Deus separa uma família e uma nação.

     Mal se acaba de ler o registo do concerto Noaico lê-se acerca da bebedeira e vergonha de Noé (Gén. 9.20,21). Noé foi o primeiro governador do mundo e em Prov. 31.4 lemos «Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte». Os governantes devem estar sóbrios. Noé, embriagado, revela a incapacidade do homem em governar responsavelmente. A dispensação termina com a humanidade intoxicada com a sua importância (Gén. 11.4). O resultado foi o juízo (vers. 8,9). «Eia edifiquemos» é mau governo.

     O homem passou a ter medo dos animais (9.2), passou a poder comer toda a carne de animais (v.3). A comunhão com o homem substitui a comunhão com Deus. Pena capital introduzida (9.6). Promessa de que não haverá outro juízo com água, outro dilúvio (Gén. 9.8-17).

     Antes do dilúvio, se alguém cometer homicídio, Deus tratava com o homicida a Seu modo. Não havia qualquer intervenção humana. Deus proibiu mesmo qualquer intervenção humana. Lembramo-nos quando Caim matou Abel? Caim receava que se alguém o visse o viesse a matar. Deus pôs uma marca nele para que as pessoas não o matassem. Mas agora, como vimos, Deus deu à humanidade autoridade para matar os homicidas. Ainda é assim hoje (Cf. Rom. 13.4). Deus concedeu ao homem autoridade para executar certos julgamentos e punições.


PROMESSA ou PATRIARCAL (Patri = progenitor) - Deus chama Abraão e faz-lhe uma promessa (Gén. 12.1-3). Como as nações falham, Deus forma uma nação à parte. Deus fez-lhe promessas incondicionais, que serão cumpridas gloriosamente, mas não devido a alguma virtude de Abraão ou da sua semente, pois ele fracassou logo ao não apropriar a promessa de Deus. Gén. 12.1, «Ora o Senhor disse a Abraão ...» Abraão fez algo diferente do que Deus dissera. A dispensação da promessa começa com a narrativa (Gén. 11.31,32). Tera deve ter resistido ao filho - "pensa bem", "Não te precipites", "Espera". Quando Abraão decide ir, Tera diz, "Eu levo-te". Deus disse-lhe (Act. 7.3), «Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que Eu te mostrar». Mas Abraão cedeu a Tera, que quer dizer impedimento. Ele tomou Abraão e partiu para a terra, mas ficou em Harã até Tera morrer (25 anos). Abraão fracassou a entrada na terra. É assim que começa esta dispensação.

     E termina com Israel a fracassar a entrada na terra da promessa. Quando saíram do Egipto Deus disse: Deu 1.20,21, 32,33 e Heb. 3.19. Abraão desce ao Egipto e Israel fica escravizado no Egipto 400 anos.


LEI - EM Gál 3.15-29 Paulo distingue a dispensação da Promessa da dispensação da Lei, apesar da lei não anular a promessa.

     O facto do mesmo povo estar envolvido não quer dizer nada. Adão esteve nas duas primeiras dispensações.

     Grande código consistindo em 613 mandamentos que abrangem todas as formas de vida e actividade.

     O povo era responsável por cumprir toda a lei (Tiago 2.10), mas falhou (Rom. 10.1-3).

     A lei é dada no Sinai e eles quebraram-na logo (Êxo. 32.1-4). Como termina? Ler Actos 7.51-53, «recebestes a lei ... e não a guardastes».

     Isto só demonstra que eles não eram melhores que os gentios, mesmo apesar de estarem à parte dos outros e de serem instruídos claramente quanto à Sua vontade (Rom. 3.19).

     Foram julgados com a tomada de Jerusalém pelos Romanos.

     Tudo parecia indicar que o juízo de Deus cairia sobre Judeus e Gentios, mas ...


GRAÇA ou INTERREGNO - a presente dispensação - Rom. 5.20,21 e Efé. 3.1-3.

     O começo desta dispensação é desanimador (Act. 22.18).

     Termina com os homens a não receberem o amor da verdade para se salvarem (2 tes. 2.10).

     O juízo de Deus é implacável através da Grande Tribulação.


REINO - O Senhor reprime a rebelião de amplitude mundial. Tem de "esmigalhar" as nações com vara de ferro e de despedaçá-las como a um vaso de oleiro (Sal. 2.9). No reino terá de as reger com uma vara de ferro (Apo. 2.17). Não admira lermos no fim (Apo. 20.7-9).

     Os homens são responsáveis pela obediência ao Rei e às Suas leis. Satanás está preso. Cristo reinará, a justiça prevalecerá. A desobediência será prontamente punida.



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