O Relógio Divino dos Séculos (I)
Por Charles F. BakerLição 1
Introdução
PROPÓSITO
São poucos os crentes que têm um conhecimento compreensível da Bíblia. A leitura que fazem, se alguma, tem sido de acordo com o método “galga-salta-pula”. Podem conhecer muitos versículos dos Salmos ou dos Evangelhos, mas nada sabem da relação existente entre essas partes e muitas outras que para eles são território inexplorado. Muitos são levados a pensar que a Bíblia só é fidedigna em assuntos espirituais e que não se deve dar crédito a assuntos históricos e científicos; contudo, outros que são um pouco mais lógicos, admiram-se como é que ela poderia ser autoritativa no primeiro campo de conhecimento se o não fosse nos outros. Milhares de jovens que nunca estiveram fundamentados no conhecimento bíblico, têm depositado a sua fé na Bíblia, como sendo a Palavra de Deus, apesar de subvertida pelo raciocínio ateísta de alguns professores escolásticos, que só têm provado a sua ignorância a respeito do Livro dos livros. A Cristandade tem-se dividido em centenas de seitas e de denominações devido ao seu erro em compreender bem, o carácter dispensacional da Bíblia.
PLANO
Os grandes séculos da História Sagrada foram ajustados nas doze horas do relógio, começando com a Criação Original e culminando com a Nova Criação. O bater de cada hora indica um evento instantâneo que resulta numa nova ordem, ou dispensação, que é chamada à acção. É de demasiada importância manter as várias dispensações claramente distintas; pois como nós teremos oportunidade de verificar, uma pessoa, ao procurar obedecer às directrizes de Deus para uma outra dispensação que não seja a sua, entrará inevitavelmente num estado de completa desobediência a Deus. Deverá ser compreendido que na Carta Relógio, nem todos aqueles séculos são de igual duração: uns podem ser na ordem dos milhões de anos, outros na ordem dos milhares, e ainda outros na ordem de um número diminuto de anos.



