Alienação e reconciliação
É impossível, e desnecessário, reconciliar amigos. Reconciliação requer alienação. É só depois dos homens se tornarem alienados que os podemos tentar reconciliar. Assim a reconciliação de Judeus e Gentios com Deus “em um só corpo” não podia começar antes de Israel, juntamente com os Gentios, terem sido alienados de Deus. É por isso que o Apóstolo Paulo declara em Rom. 11:15 que “a sua rejeição é,” ou abre caminho à “reconciliação do mundo.” Assim “Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia” (Rom. 11:32). Não admira o Apóstolo prosseguir exclamando:
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Ver. 33).
Assim agora a maravilhosa mensagem de Deus para um mundo perdido é de graça e paz, e é com estas palavras que o Apóstolo Paulo começa todas as suas epístolas assinadas com o seu nome. Em Efésios 2, onde ele declara que todos nós éramos “filhos da desobediência” e portanto “por natureza filhos da ira,” ele prossegue falando das riquezas da misericórdia e amor e graça de Deus, e diz:
“E, vindo, Ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe [Gentios], e aos que estavam perto [Israelitas]” (Ver. 17).
Que bênção desfrutar de paz com Deus; ser reconciliado com Ele! Mas isto só é possível quando nos entregamos Àquele que “foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Na realidade, Paulo segue estas palavras de Rom. 4:25 com a declaração:
“Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 5:1).
Cornelius R. Stam



