Fidelidade à nossa comissão
Nos dias de Paulo, a sua “pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério” encontrou oposição por toda a parte. Por pregar fielmente a gloriosa mensagem que foi confiada à sua guarda, ele foi constantemente sujeito a aflições e acusações. Numa das suas primeiras epístolas nós já descobrimos uma longa lista de perigos e perseguições que ele foi chamado a suportar (2 Cor. 11:23-33) e esta oposição, aflição e inclemência, continuou ao longo de todo o seu ministério. Na sua última carta, escrita da prisão em Roma, ele chama a atenção para o carácter distinto da sua mensagem, e acrescenta:
“...sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor ...” (2 Tim. 2:7-9).
O sofrimento quase constante a que o apóstolo da graça foi sujeito naturalmente teve o seu efeito sobre as almas tímidas. A alguns, que viam a verdade e a glória da sua mensagem, faltou-lhes a coragem para se erguerem com ele em torná-la conhecida. Outros, que tinham começado com ele, foram tentados a voltar atrás – e alguns voltaram mesmo. Sobre a sua primeira comparência diante de Nero, o Apóstolo teve de dizer:
“Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado” (2 Tim. 4:16).
À luz de tudo isto não é estranho que Paulo escrevesse a Timóteo:
“PORQUE DEUS NÃO NOS DEU O ESPÍRITO DE TEMOR, MAS DE FORTALEZA, E DE AMOR, E DE MODERAÇÃO.
“PORTANTO NÃO TE ENVERGONHES DO TESTEMUNHO DE NOSSO SENHOR, NEM DE MIM, QUE SOU PRISIONEIRO SEU; ANTES PARTICIPA DAS AFLIÇÕES DO EVANGELHO SEGUNDO O PODER DE DEUS” (2 Tim. 1:7,8).
Cornelius R. Stam



