Como é que Deus dá poder às Suas testemunhas?
Como sabemos, Paulo realizou poderosos milagres, conforme Pedro e os crentes Pentecostais realizaram. Na verdade, uma comparação dos milagres de Paulo com os de Pedro revela que os de Paulo foram mais poderosos. Isto aconteceu principalmente para confirmação divina do seu apostolado, uma vez que Paulo não era um dos doze (2 Cor. 12:11,129).
Porém, num estudo do ministério de Paulo e das suas epístolas, é claro que estas demonstrações miraculosas começaram a desaparecer à medida que a dispensação da graça estava a ser introduzida (Ver 1 Cor. 13:8; Rom. 8:22,23; 2 Cor. 4:16 – 5:4; 12:10; Fil. 3:20,21; 1 Tim. 5:23; 2 Tim. 4:20). De facto, nas últimas sete epístolas de Paulo absolutamente nada é dito sobre sinais, milagres, curas, línguas, visões ou a expulsão de demónios.
Como é que, então, Deus agora capacita os Seus servos no seu conflito com Satanás e os seus demónios? A resposta é: pelo Espírito Santo através da Sua Palavra, quando ela é pregada com convicção. Há um enorme volume de evidências quanto a isto nas epístolas de Paulo, incluindo nas suas primeiras epístolas. Dois exemplos:
1 Cor. 2:4: “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder.”
Note bem, isto era poder na sua pregação, não na realização de milagres. Na realidade, ao mesmo tempo que ele proclamava a mensagem que lhe foi dada por Deus com tal poder, ele mesmo era muito fraco, pois no versículo anterior diz:
“E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.”
O outro exemplo é 1 Tes. 1:5:
“Porque o nosso Evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza ...”
Em Tessalónica Paulo também tinha sofrido muita oposição e perseguição, a ponto de toda a cidade ficar em alvoroço (Act. 17:1-5), e isso pode bem ter sido resultado da sua pregação poderosa. Contudo, do “alvoroço” brotou a amada igreja Tessalonicense, um exemplo e inspiração para aqueles que foram ganhos para Cristo sob circunstâncias mais benignas.
Cornelius R. Stam



