Paulo e o novo nascimento
A revelação Paulina conduz-nos a verdades gloriosas a respeito tanto da nossa posição como da nossa experiência como crentes. Na realidade, o próprio novo nascimento, quando ocorre no crente hoje, está directamente relacionado com o baptismo divino pelo qual Cristo e o crente são tornados um.
Como é que Cristo foi tornado um com a humanidade? Ele foi baptizado na raça humana. Ele não veio meramente habitar com os homens. Ele tornou-se Homem. Como? Nascendo na raça. Isto aconteceu por nascimento natural? Não, por nascimento sobrenatural. Ele foi gerado do Espírito Santo. Porém o Seu baptismo na raça humana não terminou com o Seu nascimento e vida na terra. Ele tornou-se um com o homem tão plenamente, que Ele até morreu a morte do homem no madeiro maldito. Ele foi baptizado na morte (Luc. 12:50) e, como sabemos, na nossa morte.
E é ali, na Cruz, que nos tornamos um com Ele. No momento que alguém olha em fé para o Calvário, reconhecendo: “Ele não é nenhum pecador; o pecador sou eu. Cristo está a morrer a minha morte”; nesse momento ele torna-se um com Cristo; baptizado no próprio Senhor crucificado, ressurrecto (Rom. 6:3; Gel. 3:26,27) não apenas posicionalmente, na apreciação de Deus, mas experimentalmente, pelo Espírito. E assim uma nova vida é gerada. Por nascimento natural? Não, por nascimento sobrenatural.
Alguns defendem que as epístolas de Paulo não ensinam o novo nascimento, mas isso é um erro. A sua palavra familiar teknon, geralmente traduzida simplesmente por “filho” nas nossas Bíblias Portuguesas, significa literalmente, “nascido.” E ele usa esta palavra relativamente ao nosso relacionamento espiritual com Deus.
Além disso, o Apóstolo ensina a mesma verdade do novo nascimento em Tito 3:5, onde ele diz:
“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da REGENERAÇÃO e da renovação do Espírito Santo.”
Cornelius R. Stam



