O fruto da graça
Quando João Baptista e o Senhor Jesus Cristo apareceram na terra, o povo de Deus estava sob a Lei de Moisés há mil e quinhentos anos. Não surpreende que João e o seu Senhor procurassem fruto entre eles.Quando os líderes religiosos hipócritas vieram juntar-se à crescente audiência de João e pediram para ser baptizados, João chamou-os de “raça de víboras” e ordenou-lhes que produzissem “frutos dignos de arrependimento” (Mat. 3:7,8). O verdadeiro arrependimento, tendo fruto como prova, era o requisito básico do reino que João Baptista proclamava. Isto é evidente na sua declaração:
“E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mat. 3:10).
O nosso Senhor surgiu a proclamar a mesma mensagem que João, e também procurou fruto entre o Seu povo (Mat. 7:16-20; 21:33-43). Contudo, sabemos que João Baptista foi decapitado e Cristo crucificado. O fruto produzido sob a Lei foi de facto magro. Mesmo depois da ressurreição de Cristo a maioria do Seu povo recusou arrepender-se e falhou em trazer o fruto requerido.
Porém o que a Lei requer a graça providencia. Foi nesta altura que Deus levantou o Apóstolo Paulo, cuja “pregação da cruz” mostrou que Cristo não tinha morrido uma morte extemporânea, mas em infinito amor veio ao mundo morrer pelos pecadores de modo a eles poderem ser salvos pela graça, por meio da fé (Efé. 2:8,9). A mensagem de Paulo foi chamada “o Evangelho [boas notícias] da graça de Deus” (Act. 20:24), e onde a lei falhou em trazer fruto, a graça trouxe-o abundantemente.
A graça de Deus em Cristo, quando é aceite em verdadeira fé, traz sempre bom fruto. Assim, Paulo escreveu aos Colossenses que as suas boas notícias estavam a alcançar todo o mundo, acrescentando: “... e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade” (Col. 1:5,6 cf. Rom. 6:21,22).
Aceite a mensagem da graça de Deus, confie em Cristo como seu Salvador e Ele ajudá-lo-á a produzir fruto.
Cornelius R. Stam



