O baptismo e a remissão de pecados
““Quem crer e for baptizado será salvo ...” (Marcos 16:16).Os doze apóstolos pregaram e praticaram exactamente isto. Quando os ouvintes de Pedro em Pentecostes foram convencidos dos seus pecados e perguntaram: “...Que faremos, varões irmãos?” Pedro não lhes disse que Cristo tinha morrido pelos seus pecados e que eles podiam receber a salvação como um dom da graça de Deus, à parte da religião ou das obras. Disse antes:
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Actos 2:38).
Há anos, numa série de debates sobre dispensacionalismo, o autor perguntou ao seu oponente: “Suponha, que depois de um culto num Domingo à noite, alguns dos seus ouvintes ficavam convencidos dos seus pecados e lhe perguntavam a si e aos seus cooperadores: ‘Que faremos, varões irmãos?’ Você dir-lhes-ia o que Pedro disse aos seus ouvintes convictos em Pentecostes?”
“Porquê? Claro, certamente!” exclamou ele. “Com aquelas palavras?” persisti. Ele pensou por um momento e depois respondeu: “Bem, penso que não exactamente com aquelas palavras.”
O facto é que este pastor de modo algum teria dito aos seus ouvintes o que Pedro disse aos dele. Mesmo apesar de Baptista, ele não teria dito: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados,” pois ele cria que a sujeição ao baptismo na água devia ser deixada à consciência de cada pessoa, e ele não cria que aquele tivesse algo a ver com a salvação. Ele teria, indubitavelmente, dito a quaisquer inquiridores o que Paulo disse quando o convicto carcereiro Gentílico perguntou: “...que é necessário que eu faça para me salvar?” Como Paulo, ele teria respondido: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo ...” (Actos 16:31).
Em Pentecostes Pedro pregou o que lhe foi ordenado pregar sob a sua comissão: “Quem crer e for baptizado será salvo ...” (Marcos 16:16), mas quando Deus levantou Paulo, esse outro apóstolo, Ele enviou-o a proclamar “o Evangelho da graça de Deus” e a obra consumada de Cristo.
Cornelius R. Stam



