A morte de Cristo por todos
Paulo pregou a morte de Cristo por todos os homens. Em 1 Tim. 2:4-7, ele declara enfaticamente que esta gloriosa verdade foi-lhe primeiro confiada especificamente a ele:“Que quer que TODOS OS HOMENS se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.
“Porque há um só Deus, e um só Mediador ENTRE DEUS E OS HOMENS, Jesus Cristo homem.
“O qual se deu a si mesmo em PREÇO DE REDENÇÃO POR TODOS, para servir de testemunho a seu tempo.
“PARA O QUE (DIGO A VERDADE EM CRISTO, NÃO MINTO) FUI CONSTITUÍDO PREGADOR, E APÓSTOLO, E DOUTOR DOS GENTIOS NA FÉ E NA VERDADE.”
Note as palavras “para servir,” “a seu tempo” e “Para o que … fui constituído.” Assim a gloriosa mensagem da morte de Cristo por todos não era parte da profecia ou da chamada “Grande Comissão,” mas foi mais tarde confiada a Paulo.
Em parte alguma da profecia do Velho Testamento lemos que Cristo morreria por todos, incluindo os Gentios. Mesmo na famosa profecia de Isaías 53, que os crentes Gentios são propensos em aplicá-la a si mesmos, o profeta Hebreu diz: “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas;” e “o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Ver. 6). Ora, se eu vos disser que “todos nós,” ou “nós todos” vamos dar um passeio, isto não significa que todo o mundo é convidado. E neste caso o significado de Isaías é especialmente claro e enfático pois, falando ainda como um profeta Hebreu, ele prossegue dizendo: “…pela transgressão do meu povo foi ele atingido” (Ver. 8). Como é que então Paulo podia ter querido dizer em 1 Cor. 15:3 que a sua pregação da cruz como boas notícias para todos, era em cumprimento da profecia? Na realidade, ele declara distintamente que era um “mistério,” um segredo, revelado primeiramente a ele.
“Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios;
“Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada;
“Como me foi este mistério manifestado pela revelação …” (Efé. 3:1-3).
Cornelius R. Stam



