Que faremos?
Quando João Baptista apareceu como percursor de Cristo, o povo escolhido de Deus tinha vivido sob a lei de Moisés mil e quinhentos anos mas não a tinha guardado. Daí a chamada de João Baptista ao arrependimento e ao baptismo para a remissão de pecados (Mar. 1:4).João foi veemente, pois quando a multidão irreflectida veio a ele para ser baptizada, ele enviou-os de volta, dizendo: “...Produzi pois frutos dignos de arrependimento ...” (Lucas 3:7,8). As suas vidas deveriam ser mudadas e eles deveriam mostrar isso.
Quando as pessoas perguntaram: “Que faremos pois?” ele disse-lhes para viverem para os outros em vez de viverem para o ego (Lucas 3:10,11). Quando os cobradores de impostos perguntaram: “... que devemos fazer?” ele exigiu que eles deixassem de enganar os contribuintes e vivessem honestamente (Vers. 12,13). Quando os soldados perguntaram: “E nós que faremos?” ele disse-lhes para evitarem a violência, as falsas acusações e o suborno (Ver.14). A justiça, sob a mensagem de João, era exigida muito claramente. Os seus ouvintes deveriam arrepender-se, serem baptizados, e produzirem pois frutos dignos de verdadeiro arrependimento.
Quando o nosso Senhor apareceu, Ele proclamou a mesma mensagem que João (Mat. 3:1,2; 4:17). Um doutor da lei perguntou: “que farei para herdar a vida eterna?” e Ele respondeu: “Que está escrito na lei? Como lês?” Quando o doutor da lei recitou os mandamentos básicos da Lei, o nosso Senhor respondeu: “faz isso, e viverás” (Lucas 10:25-28). Deus ainda estava a exigir justiça. Eles estavam todos debaixo da Lei (Gál. 4:4,5; Mat. 23:1,2; etc.).
Alguns supõem que isto foi mudado depois do Calvário pela chamada “grande comissão.” Mas isso não é verdade. Quando, em Pentecostes, os ouvintes de Pedro tornaram-se convictos dos seus pecados e perguntaram “Que faremos ...?” Pedro ordenou-lhes que se arrependessem e fossem baptizados ... “para a remissão dos pecados”, exactamente como João tinha feito (Marcos 1:4; cf. Actos 2:38). Ele não lhes disse que Cristo tinha morrido pelos seus pecados.
Paulo foi o primeiro a dizer: “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus ... para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados” (Rom. 3:21-26). Quando o carcereiro Gentílico caiu de joelhos e perguntou: “... que é necessário que eu faça para me salvar?”, Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Actos 16:30,31). Esta é a mensagem de Deus para os pecadores hoje, pois “... temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça” (Efé. 1:7).
Cornelius R. Stam



