Qual é a nossa Grande Comissão? (XLIV)

A ADMIRÁVEL ENERGIA COM QUE PAULO PROCLAMAVA A GRAÇA
Aos Romanos o apóstolo escreve acerca da sua comissão do Senhor ascendido:
“Pelo Qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé, entre TODAS AS GENTES (TODAS AS NAÇÕES), pelo Seu nome” (Rom. 1:5).
Na sua Epístola aos Efésios ele escreve:
“A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça, de anunciar entre os Gentios, por meio do Evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo,
“E DEMONSTRAR A TODOS qual seja a dispensação do mistério…” (Efé. 3:8,9).
Mas apesar de ser geralmente reconhecido que ele foi comissionado a proclamar a graça a todas as nações, há poucos que se têm apercebido da admirável energia com que o apóstolo proclamava a sua mensagem face à perseguição mais implacável, e da vasta extensão do seu ministério e influência.
Em Antioquia da Pisídia “quase toda a cidade” se reuniu para ouvir a Palavra de Deus, mas os Judeus incrédulos, cheios de inveja, contradiziam e blasfemavam, e foi necessário que Paulo e Barnabé se voltassem deles para os Gentios.
“E a Palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.
“Mas os Judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos” (Act. 13:49,50).
Em Icónio, onde ele pregou o Evangelho a seguir, “dividiu-se a multidão da cidade”,
“E, havendo um motim, tanto dos Judeus como dos Gentios, com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem, “Sabendo-o eles, fugiram para Listra e Derbe… “E ali pregavam o Evangelho” (Actos 14:5-7).
Em Listra, no princípio, o povo tentou oferecer sacrifícios a Paulo e Barnabé como deuses, mas tal atitude mudou abruptamente quando “sobrevieram… uns Judeus de Antioquia e de Icónio, que tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto” (Actos 14:19).
E a seguir, depois de pregarem o Evangelho em Derbe, e de ensinarem a muitos, regressaram às cidades onde tinham posto em risco as suas vidas e tinham sofrido perseguição violenta.
“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé…” (Actos 14:22).
Ao regressarem a Antioquia da Síria, donde tinham sido enviados, encontraram certos homens da Judeia que procuravam colocar os crentes Gentios debaixo da lei de Moisés, e “Paulo e Barnabé tiveram não pequena discussão e contenda contra eles” (Actos 15:2).
Como resultado disso Paulo e Barnabé subiram a Jerusalém para exporem o problema aos líderes da Igreja Messiânica ali. Nessa ocasião, como já vimos, Paulo levou Tito, um Grego, com ele com um caso teste e mais tarde pôde escrever aos Gálatas: “Tito…não foi constrangido a circuncidar-se”. E a respeito dos transtornadores disse:
“Aos quais, nem ainda por uma hora cedemos com sujeição, para que a verdade do Evangelho permanecesse entre vós” (Gál. 2:5).
Pensemos na energia requerida para tudo isto!
A seguir encontramos o apóstolo a prosseguir com Silas e aparece de novo o perigo, a perseguição e a fadiga por onde quer que ele vai.
Em Filipos ele é ferido com muitas azorragadas e é aprisionado. Em Tessalónica “os Judeus desobedientes… alvoraçaram a cidade” (Actos 17:5) e as coisas tornaram-se tão perigosas que “logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Bereia” (Ver.10). Mas os Judeus incrédulos de Tessalónica seguiram-no até Bereia e “excitaram as multidões” ali, de tal forma que desta vez “os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar”, mas realmente “levaram-no até Atenas” (Actos 17:13-15).
Em Atenas ele experimentou “a indiferença” e “partiu” para Corinto, onde ele pôde permanecer ano e meio, mas não sem ter experimentado muita oposição e perseguição (ICor. 2:3; Actos 18:9,10,12,13).
Em Éfeso ele foi à sinagoga “e falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e dissuadindo acerca do reino de Deus”. Então, quando “alguns deles se endureceram e não obedeceram” ele “separou os discípulos” da multidão de incrédulos e foi com eles para “a escola de um certo Tirano”, onde ele “disputava todos os dias”.
“E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a Palavra do Senhor Jesus, assim Judeus como Gregos” (Actos 19:8-10).
Na verdade, antes de Paulo ter deixado Éfeso tanto tinha sido conseguido que um público espontâneo fez uma fogueira, na qual os líderes de ocultismo que tinham sido ganhos para Cristo queimaram os seus livros pagãos, num valor montante de 50 000 peças de prata. “Assim a Palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (Actos 19:20). Mas a isto seguiu-se o grande tumulto em que Demétrio e os artifícios que fizeram relicários de prata a Diana instigaram as massas de incrédulos a tal ponto que durante duas horas eles clamaram, “Grande é a Diana dos Efésios” (Ver.34).
“E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lhe permitiram os discípulos” (Ver.30).
Respeitantemente a este ministério na Ásia Menor o apóstolo escreve aos Coríntios:
“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia; pois que FOMOS SOBREMANEIRA AGRAVADOS MAIS DO QUE PODÍAMOS SUPORTAR, DE TAL MODO QUE ATÉ DA VIDA DESESPERAMOS” (II Cor. 1:8).
Em Troas, no primeiro dia da semana, Paulo pregou num quarto alto “até à meia-noite” (Act. 20:7), depois falou-lhes “largamente até à alvorada” (Ver.11) e depois partiu novamente para continuar a sua jornada para Jerusalém. Pensemos nisto!
“E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja” e, exortando-os à firmeza, lembrou-lhes como ele tinha servido o Senhor entre eles, “… com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos Judeus lhe sobrevieram… e ensinaram publicamente e de casa em casa” (Vers. 17-20).
“Portanto, vigiai, lembrando-vos de que DURANTE TRÊS ANOS NÃO CESSEI, NOITE E DIA, DE ADMOESTAR COM LÁGRIMAS A CADA UM DE VÓS” (Ver. 31).
Finalmente, ao ter sido enviado a Jerusalém para Roma em cadeias, ele pôde escrever aos crentes Filipenses:
“… as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do Evangelho.
De maneira que AS MINHAS PRISÕES EM CRISTO FORAM MANIFESTAS POR TODA A GUARDA PRETORIANA, E POR TODOS OS DEMAIS LUGARES” (Fil. 1:12, 13).
E de novo:
“… Os irmãos que estão comigo vos saúdam.
“TODOS OS SANTOS VOS SAÚDAM, MAS PRINCIPALMENTE OS DA CASA DE CÉSAR” (Fil. 4:21,22).
O apóstolo foi usado tão poderosamente, mesmo em cadeias, que o seu aprisionamento para Cristo foi tema de discussão por todo e para além do palácio de Nero, e um grupo de crentes emanou de dentro do próprio palácio.
O apóstolo continuou sempre, mesmo em face de tanta oposição, a dar o seu melhor para conseguir que a verdade fosse aos de fora, mesmo àqueles a quem ele nunca vira, escrevendo-lhes cartas que ainda fazem vibrar os corações de milhões nos nossos dias.
As suas palavras aos crentes Colossenses reflectem o esforço árduo que, mesmo agora, o apóstolo estava a colocar no ministério que lhes fora entregue:
“PORQUE QUERO QUE SAIBAIS QUÃO GRANDE COMBATE TENHO POR VÓS, E PELOS QUE ESTÃO EM LAODICEIA, E POR QUANTOS NÃO VIRAM O MEU ROSTO EM CARNE;
“PARA QUE OS SEUS CORAÇÕES SEJAM CONSOLADOS, E ESTEJAM UNIDOS EM CARIDADE, E ENRIQUECIDOS NA PLENITUDE DA INTELIGÊNCIA, PARA CONHECIMENTO DO MISTÉRIO DE DEUS-CRISTO” (Col. 2:1,2).
Assim, sob o ministério de Paulo ocorreu uma proclamação de alcance mundial do “Evangelho da graça de Deus”, de tal modo, que ele pôde escrever a Tito acerca da epifania, a manifestação, da graça de Deus a toda a humanidade (Tito 2:11).
Ver anteriores:
Qual é a nossa Grande Comissão? (XLIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XLIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XLII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XLI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XL)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (X)
Qual é a nossa Grande Comissão? (IX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (V)
Qual é a nossa Grande Comissão? (IV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (III)
Qual é a nossa Grande Comissão? (II)
Qual é a nossa Grande Comissão? (I)



