Quando o Senhor Se indignou
“E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se.“E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-Se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra” (Marcos 3:4,5).
Porque é que o Senhor Se indignou quando os líderes Judaicos se recusaram responder às Suas questões? Ele condoeu-se “da dureza do seu coração.” O silêncio deles não era silêncio de ignorância, mas de intencionalidade. Eles “estavam observando-O se curaria no sábado, para O acusarem,” mas eles não conseguiam dizer-Lhe o que estava errado nisso. De facto, quando Ele lhes perguntou o que estava errado, eles recusaram responder às Suas questões.
Quão incongruente! Quão irracional! Quão injusto! E, ao lermos o contexto, ficamos admirados ao descobrir que esta oposição mal-humorada, obstinada, não veio dos Saduceus, mas dos Fariseus, não dos religiosos “liberais” mas dos “conservadores”, os crentes bíblicos de então!
Eles eram o grupo ortodoxo. No entanto, por causa do seu orgulho e fanatismo as gerações seguintes têm olhado para eles de soslaio e têm pronunciado com desprezo o nome Fariseu.
Paulo estava com eles, doutrinalmente, contra os Saduceus. Ele disse: “Varões irmãos, eu sou fariseu” (Actos 23:6), no entanto os Fariseus tinham-se unido aos Saduceus na sua oposição a ele e à gloriosa mensagem que ele proclamava. A este respeito os tempos não mudaram, pois os que se erguem ousadamente pela mensagem e programa de Deus para os nossos dias descobrem que ainda têm semelhantemente a oposição tanto de Saduceus como de Fariseus.
Cornelius R. Stam



