Qual é a nossa Grande Comissão? (VIII)

A TOLICE DE SE ESCOLHEREM COMISSÕES
Quão louco e errado é que alguns de nós usemos “o método de arranca pedaços”, como lhe chamou O’Hair, ao averiguarmos a vontade de Deus para nós! Que direito temos nós de escolhermos um segmento ou segmentos particulares das instruções do Senhor aos onze durante os quarenta dias entre a Sua ressurreição e ascensão, e de aplicarmos somente este(s) quer a nós quer à Igreja de hoje?
Este facto é enfatizado pela fraseologia encontrada em todos os cinco registos: Mat. 28:19, “Ide (vós)”, Mar. 16:15, “Ide (vós), Luc.24:48, “Sois vós testemunhas”, João 20:21, “Também Eu vos envio a vós”, e Actos 1:8, “E (vós) ser-Me-eis testemunhas”. Quão absurdo não é, então, argumentar como argumentam alguns teólogos inflexíveis, que um ou mais dos segmentos da comissão são para ser levados a cabo por uma outra geração num tempo “à posteriori”! Por que regra de hermenêutica ou lógica temos nós o direito de excluir da interpretação desses mandamentos aqueles a quem eles foram dados pelo Senhor?
Alguns, concordando com o atrás exposto, têm então concluído que, como um todo, afinal, a comissão é para nossa obediência, mas à luz das epístolas de Paulo isto também é impossível. Na verdade, o Senhor tornou impossível a possibilidade de se poder obedecer a qualquer um dos segmentos da chamada “grande comissão”, como havemos de ver.
Provavelmente a razão fundamental porque são tantas as pessoas que acham que a comissão para os onze é para nossa obediência é porque têm ouvido dizer isso muitas vezes! Pastores, evangelistas e ensinadores bíblicos têm-se referido repetidas vezes às instruções de despedida do Senhor como “as Suas palavras de despedida para nós”, “ a nossa guia de marcha”, “ a nossa comissão”, e “a grande comissão”, como o Senhor nunca tivesse dado outra. Tudo isto é totalmente incorrecto e não bíblico. Não foram estas as últimas palavras do Senhor. Ele falou de novo do céu ao Apóstolo Paulo e por seu intermédio e deu-lhe uma comissão maior, de longe muito maior, que a que deu aos onze.
Contudo antes de tratarmos com esta comissão maior, talvez possamos ver melhor que a chamada “grande comissão” não é para nossa obediência se examinarmos cuidadosamente todos os seus segmentos – todos eles, em Mateus, Marcos, Lucas, João e Actos – e notarmos com precisão o que ela diz e não diz.
(Continua)
C. R. Stam
Ver anteriores:
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXXI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XXI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XVI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (XI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (X)
Qual é a nossa Grande Comissão? (IX)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VIII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VII)
Qual é a nossa Grande Comissão? (VI)
Qual é a nossa Grande Comissão? (V)
Qual é a nossa Grande Comissão? (IV)
Qual é a nossa Grande Comissão? (III)
Qual é a nossa Grande Comissão? (II)
Qual é a nossa Grande Comissão? (I)



