Manejando bem a Palavra
Não basta usar a Bíblia como um grande livro de dizeres maravilhosos dos quais podemos escolher o que desejamos para nossa inspiração. Alguém que verdadeiramente tenha consciência de que “Deus tem falado” nunca terá uma opinião tão superficial das Sagradas Escrituras.
“A Palavra da verdade” tem de ser “bem manejada”; pois apesar de tudo ter sido dado para nosso proveito espiritual, não foi tudo dirigido a nós, ou escrito a nosso respeito. Por conseguinte alguém que deseje verdadeiramente compreender e obedecer à Palavra de Deus procurará primeiro determinar que Escrituras estão particularmente relacionadas consigo e estudará tudo o resto à luz destas.
Contudo é triste dizer que há muitos que falham em dar ao Livro de Deus o respeito e reverência que ele merece. Eles abrem-no à toa, apontando aleatoriamente com o dedo para um sítio da página aberta e depois lêem o versículo indicado para ver se por acaso podem encontrar direcção do Senhor desse modo. E se não “funcionar” da primeira vez tentam repetir várias vezes até que “funcione”. Eles usam “caixas de promessas” do mesmo modo, na base de que “toda a promessa do Livro é minha”. Eles retiram passagens fora dos seus contextos, “espiritualizam-nas”, e dão-lhes “interpretações privadas”. Pegando em promessas em qualquer lugar, independentemente de a quem foram dirigidas ou quando, ou porquê, colocam a sua própria construção sobre elas e reivindicam-nas como promessas de Deus para si! Pegar em declarações isoladas dos escritos de homens e usá-las deste modo seria considerado desonestidade, mas com a Palavra de Deus até ensinadores da Bíblia o fazem.
A Palavra, bem manejada, é de suprema importância para a Igreja em geral bem como para o crente individual, e é porque este facto ainda não foi suficientemente reconhecido que não temos experimentado o verdadeiro reavivamento enviado do céu que a Igreja tão grandemente necessita.
Cornelius R. Stam



