O Apóstolo da Graça
A conversão de Saulo de Tarso foi um evento admirável. Saulo detestava o próprio nome de Cristo. Ele blasfemava d’Ele e conduzia outros à tortura para obrigá-los a blasfemar deste nome santo. Ele conduziu a sua nação e o mundo na rebelião contra o Cristo ressurrecto, glorificado – o mundo que já tinha rejeitado e crucificado o humilde Jesus.
Mas quando Paulo se dirigia para Damasco, “respirando ainda ameaças, e mortes contra os discípulos do Senhor” (Actos 9:1), Deus fez uma coisa maravilhosa.
Em vez de esmagar o líder da rebelião do mundo, salvou-o. Cristo, por assim dizer, irrompeu dos céus, para proferir palavras de piedade para com o Seu maior inimigo na terra. Como resultado o espírito rebelde de Saulo foi quebrado e num momento o implacável perseguidor tornou-se dócil, na verdade tornou-se num seguidor devoto de Cristo.
Mais do que isto, Saulo de Tarso, o perseguidor, tornou-se no Apóstolo Paulo. O Senhor glorificado confiou-lhe a ele “a dispensação da graça de Deus” (Efé. 3:2) e “o Evangelho da graça de Deus” (Act. 20:24). Agora ele ia por toda a parte proclamando a graça, contando aos homens como Deus os amava, como Cristo tinha vindo ao mundo e tinha ido ao Calvário pagar a dívida do pecado de modo a que os pecadores que cressem pudessem ser salvos.
“O Evangelho da graça de Deus,” encontrado nas epístolas de Paulo, não culpabiliza ninguém pela morte de Cristo. Pelo contrário, apresenta a cruz como boas notícias. Declara que “temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça” (Efé. 1:7). Diz que “Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia” (Rom. 11:32) e que “onde o pecado abundou superabundou a graça de Deus” (Rom. 5:20). Portanto o mais vil pecador pode crer e regozijar-se na consciência de pecados perdoados.
Cornelius R. Stam



