Um acordo solene
O Apóstolo Paulo, referindo-se à sua jornada a Jerusalém para contar aos apóstolos e anciãos ali as boas novas que lhe tinham sido confiadas, diz:
“E subi por uma revelação, e LHES EXPUS O EVANGELHO, QUE PREGO ENTRE OS GENTIOS, e particularmente aos que estavam em estima; para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão ... E conhecendo Tiago, Cefas [Pedro] e João, que eram considerados como as colunas, a graça que se me havia dado, DERAM-NOS AS DESTRAS, EM COMUNHÃO COMIGO E COM BARNABÉ, para que nós fôssemos aos Gentios, e eles à circuncisão [Israel]” (Gál. 2:2-9).
Aqui, por acordo solene, Pedro, Tiago e João prometeram publicamente delimitar o seu ministério a Israel enquanto que Paulo ia aos Gentios com o seu “Evangelho da graça de Deus.” Isto é impressionante, face ao facto dos doze, não Paulo, terem sido originalmente enviados a todo o mundo.
Estariam eles todos fora da vontade de Deus ao estabelecerem este acordo? De modo algum! A revelação subsequente prova que eles estavam todos muito dentro da vontade de Deus e que com a rejeição de Cristo Deus tinha introduzido um novo programa.
À luz destes textos das Escrituras é difícil de entender como é que alguém pode defender que o ministério de Paulo era meramente uma perpetuação do dos doze, ou que “o Evangelho do reino” e “o Evangelho da graça de Deus” são idênticos.
Se a passagem acima ensina alguma coisa claramente, é o carácter único do apostolado e mensagem de Paulo. O Apóstolo dedica quase dois capítulos da sua carta aos Gálatas ao facto de que ele não recebera a sua mensagem dos doze, mas antes a expusera aos doze.
Ele vinca o facto de que os que primeiro tinham sido enviados a todas as nações, “começando por Jerusalém”, agora, sob a direcção do Espírito Santo, tinham concordado em entregar-lhe o seu ministério Gentílico para que ele pudesse proclamar por toda a parte “o Evangelho da graça de Deus”, como se encontra em Efé. 2:8,9 e Rom. 3:24.
Cornelius R. Stam



