Verdadeiro Reavivamento
Nos dias do profeta Esdras, Israel estava muito num estado semelhante ao da Igreja hoje. Contudo, felizmente, alguns dos líderes adquiriram a convicção de que estavam a negligenciar a Palavra de Deus – especialmente a parte que lhes era dirigida a eles – a lei de Moisés.
Como resultado eles construíram um púlpito para Esdras no qual ele se ergueria para ler as Escrituras ao povo (Neem. 8.4). Esdras leu “… desde a alva até ao meio-dia” , enquanto outros misturados entre a audiência “ensinavam ao povo a lei” fazendo com que eles a entendessem.
“E leram no livro, na lei de Deus: e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.” O resultado foi que “todo o povo se foi a comer, e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas: porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber” (Vers. 8,12).
Semelhantemente, depois de nosso Senhor ter explicado as Escrituras aos dois discípulos a caminho de Emaús, eles disseram um para o outro:
“…Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:32).
Grupos e indivíduos bem-intencionados têm estado a orar em vão durante décadas por um verdadeiro reavivamento espiritual na Igreja, porém o único caminho seguro para o reavivamento é o interesse renovado na Bíblia, e especialmente no que Deus nos diz ali nas Epístolas de Paulo.
Quando nos tornarmos convictos da nossa negligência da Palavra de Deus que nos é dirigida a nós nas Epístolas de Paulo; quando os homens de Deus estudarem a Palavra para a “manejar bem” e começarem a ensiná-la do púlpito, um grande reavivamento espiritual seguir-se-á inevitavelmente. Ah, mas a maioria do povo de Deus é demasiado complacente, está demasiado satisfeito com uma profissão superficial, para entrar nesta bendita experiência. Todavia, quando estudamos a Palavra de Deus por nós mesmos, e especialmente a parte da Sua Palavra que se aplica particularmente a nós, como aconteceu com os Israelitas dos dias de Esdras, nós experimentaremos a alegria de compreender a carta do amor de Deus para connosco.
Cornelius R. Stam



