Uniões ou unidade?
Eis um grupo de Cristãos, crentes na Bíblia, reunidos, digamos, num esforço evangelístico. Todos confiam no sangue derramado de Cristo para a salvação, embora alguns sejam Baptistas, outros Presbiterianos, outros Episcopais, e outros ainda representem outras denominações.
Todos estes crentes são um? Sim, em Cristo, pois “há um só corpo” (Efé. 4:4).
O que os une? O “um só baptismo” (Efé. 4:5) pelo qual o Espírito Santo une todos os crentes a Cristo e uns aos outros: “Pois todos nós fomos baptizados em um Espírito formando um corpo, quer Judeus, quer Gregos …” (1 Cor- 12:13).
No entanto estes mesmos crentes, apesar de todos confiarem na obra consumada de Cristo para a salvação, permanecem tristemente divididos no que diz respeito à comunhão na obra do Senhor. Eles podem ter uma comunhão abençoada no seu esforço evangelístico mas, uma vez terminado este, regressam às suas organizações eclesiásticas mutuamente exclusivas.
A razão? Basicamente, deve-se ao facto de terem confundido “o Evangelho do reino”, proclamado por Cristo, na terra, e os Seus doze apóstolos, com “o Evangelho da graça de Deus,” proclamado pelo Senhor ascendido, glorificado, através do Apóstolo Paulo (Act. 20:24; Efé. 3:1-3).
Rivalizando com modos de baptismo e seu significado diferentes, a maior parte deles ainda requer a sua particular forma de baptismo como modo de entrada nas suas igrejas, apesar de ao mesmo tempo explicarem que a cerimónia não tem valor salvador e que não é requerida por Deus para se entrar na verdadeira Igreja.
Não podemos deixar de ser Presbiterianos, Baptistas, e Metodistas, e sermos simplesmente Cristãos? Porque é que a Igreja de Cristo há-de continuar dividida e fraca, quando Deus diz:
“ASSIM NÓS, QUE SOMOS MUITOS, SOMOS UM SÓ CORPO EM CRISTO, MAS INDIVIDUALMENTE SOMOS MEMBROS UNS DOS OUTROS” (Rom. 12:5).
Cornelius R. Stam



