O Espírito Santo hoje
Os crentes em Pentecostes “foram todos cheios do Espírito Santo” (Act. 2:4), mas o Apóstolo Paulo nunca, em parte alguma, diz que todos os membros do Corpo de Cristo estão cheios do Espírito Santo. É certamente claro no registo das Escrituras que os Coríntios e os Gálatas, por exemplo, não estavam cheios do Espírito Santo, pois as cartas de Paulo a estas igrejas contêm muita repreensão e correcção. E também é evidente que os crentes hoje não estão – mesmo os melhores – completamente cheios do Espírito. O enchimento do Espírito agora é um alvo, um objectivo a alcançar, que o Apóstolo, por inspiração, coloca diante de nós. De facto, nós não estamos todos cheios do Espírito Santo, como estavam os crentes Pentecostais. Apesar de, na verdade, o Espírito habitar dentro de nós pela graça de Deus, temos de diariamente apropriar a Sua ajuda pela fé.
Assim o Apóstolo agora exorta os crentes: “Enchei-vos do Espírito” (Efé. 5:18), como também os exorta e ora por eles, para que possam ser “Cheios de frutos de justiça” (Fil. 1:11); “cheios do conhecimento da Sua vontade” (Col. 1:9); “cheios de toda a plenitude de Deus” (Efé. 3:19), apesar de nenhum de nós ter sido cheio de nada disto.
A razão porque não somos automaticamente cheios do Espírito é uma outra questão, mas que o leitor não falhe em reconhecer o facto de que apesar de os crentes reunidos no Cenáculo em Pentecostes terem sido todos cheios do Espírito Santo, os crentes sob Paulo, e desde então, não têm sido todos cheios do Espírito Santo. Além disso, enquanto é distintamente declarado, repetidas vezes, que os crentes Pentecostais foram, ou seriam, baptizados com o Espírito, nem uma só vez Paulo ensina nas suas epístolas que os membros do Corpo de Cristo são baptizados com ou no Espírito. Em vez disso ele exorta-os a apropriarem-se da graça de Deus pela fé de modo a poderem encher-se do Espírito.
Cornelius R. Stam



