O Espírito Santo em Pentecostes

crstam.jpg     Os cento e vinte discípulos no Cenáculo certamente que tinham sido semelhantes a qualquer outro grupo na história. Eles não eram todos igualmente espirituais, ou devotos, ou fiéis. Uns eram mais do que os outros, e se alguns tinham-se distinguido numa virtude, outros tinham-se distinguido noutra. Apesar disso agora foram todos CHEIOS do Espírito Santo, desde o menor ao maior deles.

     O estudante inteligente das Escrituras certamente que perguntará porque é que todos estes crentes foram agora cheios do Espírito Santo. Terá sido, porventura, porque, como grupo, eram mais piedosos do que os que os antecederam? Os registos do Evangelho provam que não foi por isso. Pedro vangloriou-se. Tomé duvidou, Tiago e João buscaram vantagem pessoal, e quando o Senhor foi preso, “deixando-O, todos fugiram.” Terá sido então porque eles oraram suficientemente por muito tempo ou fervorosamente o suficiente para que o Espírito viesse sobre eles e tomasse o controlo? Não; eles tinham sido instruídos a ir para Jerusalém, não a orar para que o Espírito Santo viesse, como alguns supõem, mas “que esperassem [o cumprimento de] a promessa” a respeito do Espírito (Act. 1:4,5) – e é exactamente aqui que jaz a resposta à nossa questão. Os crentes em Pentecostes foram cheios do Espírito Santo, não por terem orado muito ou fervorosamente o suficiente para que o Espírito viesse, mas porque tinha chegado o tempo para o cumprimento da promessa divina. Os profetas do Velho Testamento e o Senhor Jesus tinham prometido que o Espírito Santo um dia viria para tomar o controlo do povo de Deus (Eze. 36:26,27), e esse dia tinha chegado. Eles foram cheios do Espírito Santo porque Deus, de acordo com a Sua promessa, os tinha baptizado com o Espírito (Act. 1:5).

em Two Minutes With The Bible (Dois Minutos Com a Bíblia)
Cornelius R. Stam

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