Os Dons Sinais Sobrenaturais do Período dos Actos - Segues na direcção correcta? (XVIII)

Paul Sadler

O elenco secundário

     “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Cor. 13:11).

    De modo interessante, Paulo usa duas ilustrações para confirmar o seu argumento. Ele começa por contrastar a infância com a idade adulta – a imaturidade com a maturidade. Quando o nosso filho mais novo, Timóteo, tinha três anos de idade, ele era engraçado. É claro que isto é conversa de pai.

     Um dia a minha mulher estava a costurar no quarto do irmão quando ouviu uma voz enfraquecida: “Precisas de ajuda?” Aparentemente Kevin, que era adolescente na altura, tinha descido ao piso inferior mas esquecera-se de desligar o seu jogo electrónico de basebol. Passados cinco minutos após ser abandonado sem ser desligado, o jogo diz repetidamente em intervalos de quinze segundos, “Precisas de ajuda?”  Entretanto Timmy vinha a correr pelo corredor quando ouviu esta misteriosa voz vinda do quarto do irmão – "Precisas de ajuda?”   Ele abriu lentamente a porta e disse baixinho, “Ele já volta!!”  Agora, como veterano amadurecido nestas coisas, Timothy obviamente sabe a diferença entre uma voz electrónica e a realidade.

     De forma semelhante, os dons sinais eram a forma de agir imatura. Quando nos tornamos adultos pomos de parte todos os nossos brinquedos infantis. Portanto, a nossa imaturidade foi gradualmente substituída por uma melhor compreensão das coisas logo que nos tornámos adultos. Por conseguinte, os dons sobrenaturais foram postos de parte com o amadurecimento da dispensação que surgiu com a finalização da revelação de Paulo.

     “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face” (1 Cor. 13:12).

     O apóstolo aqui usa um espelho para ilustrar melhor o seu argumento. Contrariamente aos espelhos de hoje, nos tempos bíblicos os espelhos eram muitas vezes pedaços de metal polido com os quais a pessoa podia ver a sua imagem com dificuldade. Semelhantemente, os dons sinais eram como olhar para um espelho antigo; eram uma indicação de que ainda estava tudo desfocado. Portanto, com o advento da revelação escrita de Deus foi facultada maior clareza para podermos ver, por assim dizer, face a face. Ou seja, Deus tornou-nos possível ver mais claramente todo o conselho da Sua vontade.


O princípio da substituição

     “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade” (1 Cor. 13:13).

     Sempre que Deus tira alguma coisa dos Seus filhos, substitui-a sempre por  algo infinitamente melhor. Portanto, ao remover os dons sinais, que eram temporários em carácter, Deus substituiu-os com três graças superiores que permanecerão ao longo de toda a dispensação.  Como vimos, alguns reclamam que estas três graças não se concretizarão antes da eternidade. Contudo, nós discordamos deles.

     Paulo diz que agora permanece a fé. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” A pedra angular no arco da graça é a . Nunca ouvi audivelmente ou vi o Senhor face a face, não obstante anelar por esse dia. Apesar disso tenho fé que Ele existe baseado na Palavra do Deus vivo. Contudo, quando entrar na glória da Sua presença a minha fé converter-se-á em vista.

     Se a fé é a pedra angular, então a esperança é a curva no arco que vai desde o começo da nossa experiência Cristã até ao fim. A nossa esperança é Cristo, que um dia, brevemente, transportar-nos-á para a glória no expresso do Arrebatamento. (Como pode verificar, os anos que viajei nas maiores cidades metropolitanas estão a começar a produzir efeito no meu processo mental!)

     Cristo é a nossa garantia da ressurreição, translação, vida eterna, posição reinante, e céu. Uma vez chamados ao lar celestial a nossa esperança torna-se realidade. Não esperaremos mais para ver o céu depois de estarmos lá e de contemplarmos a sua beleza. Como Paulo diz, “Porque em esperança somos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?” (Rom. 8:24).

     A jóia final na coroa da graça é o amor. O amor é o vínculo que mantém coeso o arco da graça. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”  “Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” A morte sacrificial de Cristo no Calvário é a maior história de amor jamais contada. Conhece o amor de Deus em Cristo Jesus? Se o amor de Deus está derramado nos nossos corações como o Livro de Romanos nos ensina, não nos devemos amar uns aos outros e levar as cargas uns dos outros, como membros do Corpo de Cristo? Este amor redentor um dia levar-nos-á à glória onde ficaremos eternamente.

     Os dons sinais sobrenaturais do período dos Actos passaram com o período transicional, e AGORA permanecem a , a esperança e o amor. A marca de uma assembleia genuína não é se fala em línguas, mas se exibe fé, esperança e amor de acordo com o Evangelho de Paulo. AMÉM!!

 

- Paul M. Sadler
(Fim)

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