Graça I - A Dispensação da Graça - Mistério ou Profecia? (Continuação)

Cornelius R. Stam

O SIGNIFICADO DA GRAÇA E COMO NOS AFECTA

     Se perguntarmos ao crente comum qual é o significado da palavra “graça” na Bíblia, ele responderá indubitavelmente, “favor imerecido.”

     Contudo, na realidade, graça é muito mais do que isso.
 

     Subjectivamente, é a atitude ou disposição de amor da parte de Deus, da qual toda a Sua benignidade flúi para nós.

     Objectivamente, é toda a benignidade que flúi do Seu amor para nós.

     Lemos em Efésios 2:2-6 que nós éramos "filhos da desobediência" e portanto "por natureza filhos da ira, como os outros também."

     "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou,

     “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),

     “E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”

     Notemos: Esta passagem começa com os que eram “filhos da desobediência” e “filhos da ira” mas que, tendo sido salvos “pela graça”, é-lhes dada uma posição nos lugares celestiais em Cristo Jesus!

     A graça de Deus para nós como pecadores foi, de facto, grande, pois:

     "Em Quem [Cristo] temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua [de Deus] graça." (Efé. 1:7).

     Ma agora, tendo-nos sido dada uma posição no Seu amado Filho, a graça de Deus sai para nós em maior medida.

     Efésios 1:6 declara que Deus "nos fez agradáveis [Lit., "agraciou-nos"] a Si no Amado." "O Amado"! Que nome para o Filho do amor de Deus!

     Vendo-nos em Cristo, Deus ama-nos e deleita-Se em nós mais do que qualquer pai alguma vez se deleitou num seu filho, ou qualquer avô num seu precioso neto.

     Portanto, apesar de em Efésios 1:7 lermos que “temos a redenção ... a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça," em Efésios 2:7 vemos essas riquezas de graça aumentadas para nós "abundantemente," agora que ocupamos uma posição "no Amado":

     "Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça ...."

     Como?

     "...pela Sua benignidade para connosco em Cristo Jesus"!

     Que perspectiva! Ao longo dos séculos da eternidade Deus dispensará abundantemente a Sua benignidade para connosco a fim de demonstrar a todo o universo "as abundantes riquezas da Sua graça"! 


A NATUREZA DA GRAÇA

     A um jovem Cristão que passava a vida a lamentar-se das suas falhas e falta de crescimento espiritual, e se interrogava como é que Deus o podia amar, um crente mais maduro respondeu substancialmente como se segue:

     "Quando sair daqui e voltar para casa pegarei na minha bebé ao colo. Cansado como estou, embalá-la-ei nos braços e, olhando para a sua face encantadora e os seus lindos olhos azuis, sentir-me-ei logo descansado e renovado.

     "De certa maneira isto é estranho, pois ela não me ama. Ela nem sequer sabe o que é o amor.

     "Ela não faz ideia dos meus problemas nem nutre qualquer simpatia por mim. O meu coração pode estar pesaroso com a dor ou repleto de ansiedade, e a minha mente atormentada com problemas difíceis, mas ela nem sequer imagina nem se importa. Ela simplesmente diverte-se, dando risadas da atenção que lhe dispenso.

     “Ela não contribui com um por cento para as necessidades da família; de facto, ela custa-me uma enorme fatia de dinheiro e ainda me custará imenso nos anos vindouros. No entanto eu amo aquela criança mais do que o que posso expressar. Não há nenhum sacrifício que não possa fazer por ela, nem coisa boa que não lhe dê com alegria.”

     É assim a graça de Deus para connosco, Seus filhos. Não depende da nossa fidelidade para com Ele ou da nossa apreciação do Seu amor por nós. Ele ama-nos com um amor indescritível dispensando-nos sempre das “riquezas da Sua graça” simplesmente porque somos Seus filhos em Cristo, o Amado.

     E estranhamente, não é exactamente este facto que prova ser o nosso maior incentivo para nos darmos a Ele em serviço e sacrifício de amor?
(Continua)
-  Cornelius R. Stam
 

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