Um princípio simples no estudo da Bíblia

jcohair
 
     I Pedro 1.10 diz-nos que os profetas de Israel predisseram os sofrimentos e a glória de Cristo.

     Em Efésios 3.9 somos informados que a «dispensação do mistério» e «as riquezas incompreensíveis de Cristo» estavam escondidas em Deus e não foram dadas a conhecer aos profetas de Israel.
 
     Ao longo de todo o livro dos Actos e ao longo das epístolas de Pedro, Paulo, Tiago e João, devemos distinguir entre aquilo que os profetas de Israel disseram que iria acontecer e aquilo que nenhum deles sequer insinuou que sucederia: «oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações»; «noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens» (Col. 1.25,26; Efé. 3.3-5). 

     Se não houve nenhuma mudança no programa de Deus desde que foram escritas as epístolas aos Efésios e Colossenses, então esta ainda é a Dispensação do Mistério, que significa a Dispensação que tinha sido um mistério até ter sido revelada pelo Cristo glorificado ao Apóstolo Paulo e por seu intermédio.

     Para os estudiosos da Palavra de Deus, para os membros da Igreja que é o Corpo de Cristo, não há nada de misterioso, místico ou escondido no que respeita à dispensação da Graça e à herança mútua da Cabeça e dos membros do Corpo, vivificados juntamente e juntamente assentados nos mais elevados lugares celestiais, constituindo O Novo Homem que Deus está agora a formar, enquanto o Seu propósito e programa com Israel tem sido abandonado temporariamente (Efé. 1.9-22; 2.4-17).

     Exceptuando a actual preservação Divina de Israel no mundo, Deus suspendeu os Seus concertos e promessas com Israel e as outras nações, até ter cumprido aquilo que Ele propôs em Cristo Jesus séculos antes de ter feito quaisquer concertos com a Sua nação e a sua terra prometida (2 Tim. 1.9; Efé. 3.11). 

     A esperança de Israel está identificada com os sofrimentos e a glória de Cristo preditos pelos  profetas de Israel. Essa esperança será realizada quando Cristo se apresentar como Filho do Homem no trono da Sua glória (Mat. 25.31). Ali assentar-se-ão com Ele os Seus doze apóstolos (Mat. 19.28). O Filho do Homem virá com poder e grande glória (Luc. 21.27-31). Ele restaurará tudo (Act. 3.21). Moisés, Samuel, e todos os profetas falaram de «estes dias» (Act. 3.24). «Estes dias» foram prometidos nos concertos (Act. 3.25). Nesse tempo Cristo governará a partir do trono de David (Isa. 9.6,7).
 
     «Estes dias» de graça, «estes dias» do Corpo de Cristo, não são os «estes dias» da esperança de Israel, predita por Moisés, Samuel e outros.

     «Estes dias» foram predestinados antes da fundação do mundo, mas não foram preditos pelos profetas de Israel.

     Nenhum dos doze apóstolos, no seu ministério dos Actos, falou destes dias. Eles referiram-se a uma esperança e bênçãos prometidas pela pena de David, Joel, Amós, Moisés, Samuel, e outros.

     Tenhamos cuidado em não confundir as promessas proféticas com o mistério. Não confundamos a esperança do Corpo de Cristo com a esperança de Israel.      

     

- J. C. O’Hair

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