Duas perguntas incisivas
Há duas perguntas frequentemente feitas por aqueles que ponderam sobre a validade da Mensagem da Graça. Em primeiro lugar, se a nossa posição é verdadeira, então porque é que a Igreja não conseguiu vê-la? Em segundo lugar, porque razão nós não somos um grande número, se esta é verdadeiramente a mensagem de Deus para hoje?
Estas são, de facto, questões legítimas que merecem uma consideração cuidadosa. Existem inúmeras razões pelas quais os crentes têm sido tão relutantes em reconhecer o evangelho de Paulo. A tradição está no topo da lista. Muitos ficam satisfeitos em simplesmente frequentar a igreja todos os domingos e aceitar o que ali é ensinado, sem nunca examinarem as Escrituras por si mesmos. Em defesa da tradição da sua igreja, ouvimos muitas vezes: “Se foi suficientemente bom para o meu avô e para o meu pai, é suficientemente bom para mim!”
O medo fica em segundo lugar, depois da tradição. Há um tempo atrás, ouvimos de um pai piedoso que deu um conjunto dos nossos livros ao seu filho, que era pastor de uma grande assembleia denominacional no oeste (EUA). E se o filho não viesse alegrar-se no Mistério? Quando o pai lhe perguntou quando ele iria pregar, o filho respondeu: “Não posso, pai – a igreja nunca aceitaria isso”. Quando estão em jogo cargos, salários e planos de aposentadoria, a verdade muitas vezes é deixada de lado.
Mesmo muitos dos mais conhecidos líderes fundamentalistas do passado, alguns dos quais temos boas razões para acreditar que conheciam o Mistério, ficaram em silêncio por causa do medo dos homens. Na verdade, é surpreendente, ao ler os seus escritos, como eles se seguiram uns aos outros no labirinto do agora adormecido programa profético de Deus, deixando os seus ouvintes, tanto do passado como do presente, destituídos das Riquezas Incompreensíveis de Cristo. Mas esqueceram-se de uma coisa na sua pressa de permanecerem aceites pela corrente principal da Cristandade – o Tribunal de Cristo, onde cada homem prestará contas de si mesmo.
Entretanto, há multidões que nunca ouviram falar do Mistério. E a parte triste disto é que muitos destes queridos santos sentem que algo está a faltar na sua compreensão das Escrituras. Eles procuram diligentemente a chave que abre a Palavra, bem manejada.
por Paul M. Sadler



