Um facto indiscutível

A confusão teológica existente na Igreja hoje é basicamente o resultado da sua rebelião contra a autoridade de Paulo como o apóstolo divinamente designado para a presente “dispensação da graça de Deus” (Efésios 3:1-3).
Por todos os lados, Paulo é referido apenas como um dos apóstolos, às vezes até como um dos doze, embora o registo das Escrituras prove que ele não poderia ser qualificado como um dos doze (veja Mat. 19:28 e cf. Atos 9:1).
Em Gálatas 1 e 2, o apóstolo apresenta, por assim dizer, o certificado do seu apostolado aos que o questionavam nos seus dias. Ele abre o seu argumento com a declaração:
“… Mas faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho, que por mim foi anunciado, não é segundo os homens.
“Porque não o recebi, nem aprendi, de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.” (Gál. 1:11,12).
As Escrituras ensinam, sem sombra de dúvida, que o apostolado e a mensagem de Paulo eram absolutamente únicos e separados dos doze ou de qualquer um que o precedeu. Isto é o que a Cristandade como um todo se tem recusado aceitar. Será de admirar, então, que confundam o programa do reino profetizado de Deus com “o mistério”, confiado a Paulo para nós nesta presente dispensação?
As Escrituras enfatizam não apenas o uso constante que o apóstolo faz do pronome pessoal, “eu”, “me”, “meu”, como o caráter único do seu apostolado e mensagem. Ignora esse facto e o resultado será inevitavelmente confusão; aceita-o e uma centena de aparentes contradições nas Escrituras desaparecerão.
por Cornelius R. Stam



