As ofertas na Igreja não são obrigatórias, mas …

O ofertar sob a graça é diferente do ofertar sob a lei.
Sob a lei, o profeta Malaquias transmitiu estas palavras do Senhor a Israel: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, … e depois fazei prova de Mim, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Mal. 3:10).
Em contraste, sob a graça, o apóstolo Paulo transmitiu estas palavras do Senhor ao Corpo de Cristo: “Portanto, assim como em tudo sois abundantes na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em vossa caridade para connosco, assim também abundeis nessa graça. [na generosidade financeira das igrejas macedónias]. Não digo isso como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade do vosso amor” (2 Coríntios 8:7-8).
Sob a lei, Deus disse a Israel para O testar, para “fazer prova” de Si (Mal. 3:10), e que se eles obedecessem e dessem os seus dízimos, Ele iria “derramar ... uma bênção” sobre eles. Deus ordenou a Israel que Lhe dessem, e quando eles obedecessem, eles estariam a “provar” ou a testar o Senhor para ver se Ele seria fiel às Suas promessas da aliança com eles e os recompensaria com bênçãos materiais.
Sob a graça, é o oposto: nós não estamos a fazer prova de Deus; Deus é que nos está a provar a nós. Ele deu-nos primeiro: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós Se fez pobre, para que, pela Sua pobreza, enriquecêsseis” (2 Cor. 8:9 ) O Filho de Deus e nosso Salvador deu tudo para que pudéssemos viver. Somos ricos n’Ele e abençoados “com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais” (Ef 1:3). Hoje, ao contribuirmos para a obra do Senhor, "provamos a sinceridade do [nosso] amor". Sem dúvida, o Senhor provou a sinceridade do Seu amor. Agora devemos ser nós a provar a sinceridade do nosso amor para com Ele e os outros por meio das nossas ofertas financeiras. Além disso, ao contrário do que acontecia sob a lei, Paulo escreveu: “Não digo isso como quem manda” (2 Coríntios 8:8), significando que o ofertar não é um mandamento. É tudo deixado à mercê da graça, e Deus deseja que “também abundemos nesta graça”.
- Kevin J. Sadler



