A máscara da hostilidade
“E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas 6:9).Caros amigos,
Foi no Wheaton College, em Illinois, uma grande instituição Cristã. Estávamos a ter um seminário sobre Evangelismo onde demos formação sobre como viver uma vida cheia do Espírito e como comunicar a fé em Cristo. Parte do treinamento foi dedicado a uma tarde de testemunho real porta a porta na comunidade local.
Um bom amigo meu, um professor universitário, aproximou-se de nós, "Eu quero ir consigo, Bill. O Bill é profissional." O meu amigo pensou que como eu tinha ensinado milhares de pessoas a testemunhar de forma mais eficaz, talvez alguma “mágica” passasse para ele.
Eu não sei porque é que o Senhor o permitiu, mas acabou por ser absolutamente a pior experiência de testemunho que alguma vez tive em toda a minha vida Cristã. Fomos quase expulsos de uma casa. Outro ouvinte reagiu de forma agressiva. Não vimos uma única pessoa que estivesse interessada em falar connosco. Tivemos uma incrível série de inexplicáveis "nãos" durante toda a tarde.
Talvez Deus quisesse encorajar o meu amigo, ilustrando que mesmo Bill Bright, o chamado profissional, uma suposta testemunha "natural", não tem qualquer poder para levar alguém ao Senhor, a menos que o próprio Deus o faça. Em mais de 50 anos de testemunho da minha fé, eu posso contar nos dedos de uma mão o número de rejeições hostis de que me lembro. Mas uma boa parte deles pareceram acontecer toda de uma vez naquele dia!
Teremos fracassado naquele dia no nosso testemunho? Não. O único fracasso no testemunho é o fracasso de não testemunhar. A nossa parte é testemunhar, o papel do Espírito Santo é revelar Cristo e realizar o milagre do novo nascimento.
Não podemos permitir que uma aparente experiência de testemunho mal sucedida nos possa desanimar. Em algumas das piores situações, o Espírito Santo pode dar-nos as palavras certas para proferirmos.
Uma vez depois de eu ter falado num campus universitário, um jovem encostou-me à parede. Ele olhou para mim declarando: "Eu não creio em Deus, eu não creio na Bíblia, e eu não creio em Cristo e no Cristianismo."
Conversámos durante um tempo, e depois senti-me guiado a perguntar: "Será que entendi correctamente, Ken, a saber que a verdadeira razão de teres vindo a mim esta noite é que realmente queres conhecer a Deus pessoalmente?"
Ken recostou-se na cadeira e admitiu: "Sim, quero." Naquela noite, tive o privilégio de ajudar este jovem impetuoso a receber Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor. Quando nos despedimos, ele disse-me: "Sr. Bright, obrigado por não deixar que minha boca grande impedisse de discernir a minha verdadeira necessidade e por me ter mostrado a verdade."
Da minha experiência, posso garantir que esta é uma ocorrência comum. A aparente hostilidade muitas vezes é simplesmente uma cortina de fumo para esconder um profundo desejo de Deus.
Bill Bright



