Escavando em busca de tesouros

bill_bright.jpg     “Folgo com a Tua Palavra, como aquele que acha um grande despojo” (Salmo 119:162).

     Caros amigos, 

     Quando era estudante no Seminário Teológico Princeton há mais de 50 anos atrás, diariamente sentava-me encantado aos pés de um dos meus professores, o Dr. Howard Tillman Kuist.

     O Dr. Kuist foi um dos professores mais marcantes da Bíblia que conheci, e tenho conhecido muitos. Ele desenvolveu os métodos de estudo bíblico Kuist. Ele também foi um dos homens mais piedosos que conheci.

     O Dr. Kuist começava as suas aulas com oração. Ele, então, começava, por exemplo, a fazer a exegese do Evangelho de Lucas. Dia após dia, ele abria-nos o tesouro da Palavra de Deus, revelando significados e nuances que a maioria das pessoas perde no seu estudo da Bíblia.

     A Bíblia é assim, como sabe. Pode ser colhido muito a partir de uma leitura superficial, mas há ali tesouros escondidos para o pesquisador aplicado – aquele que está disposto a buscar os significados mais profundos no original Hebraico e Grego, e os contextos históricos e culturais, que muitas vezes derramam luz sobre os textos à superfície.

     Ao escrever ao seu filho no ano AD 412, o chamado Santo Agostinho escreveu: "Tal é a profundidade das Escrituras Cristãs que, mesmo que eu tentasse estudá-las, e nada mais desde a tenra infância, até à decrépita velhice, com o máximo de tempo livre, o maior zelo incansável e com maiores talentos do que os que tenho, eu ainda estaria diariamente a progredir na descoberta dos seus tesouros."

     O brilhante Sir Isaac Newton, chamado "o Pai da Ciência Moderna", pode ter tido o QI mais elevado da história. A maioria desconhecerá que ele era um estudioso da Bíblia e estudante ávido, fluente em línguas antigas, e traduzia directamente do Hebraico. Ele era extraordinariamente atraído para o profeta Daniel, que ele começou a estudar aos 12 anos de idade e continuou até ter morrido, com 85 anos. Na verdade, The Columbia History of the World (A História do Mundo Columbia), um livro de história secular, observa: "No final dos seus dias ele passou mais tempo a estudar e a escrever sobre as profecias no Livro de Daniel do que dedicou ao mapeamento dos céus."

     Digo tudo isto para estimular o seu próprio interesse em escavar mais fundo este tesouro de verdade a que chamamos Bíblia.

     Agradeço a Deus por professores dedicados, como o Dr. Kuist que nos ajudam na nossa jornada. Era inspirador ouvi-lo quando ele nos levava cada vez mais fundo no reino espiritual. Eu sentia-me como se realmente tivesse tido uma visita com o nosso Senhor Jesus Cristo. Eis um homem de Deus, que tinha estudado para apresentar-se aprovado, como obreiro que maneja bem a Palavra da Verdade.

Bill Bright

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