A Marcha de Rogue
“… Deus … é riquíssimo em misericórdia” (Efésios 2:4). Caros amigos,
Há algum tempo atrás ouvi falar de um jovem Fuzileiro dos Estados Unidos que foi levado a tribunal marcial por furto. A vergonha pública da expulsão começou quando um sargento leu em voz alta a destituição por má conduta e pronunciou com rispidez a ordem, "Levem este homem para a prisão desta Reserva de Fuzileiros dos Estados Unidos."
Os tambores ribombaram a marcha de Rogue – marcha que acompanhava a expulsão de um militar acompanhada de indignação popular -, enquanto o humilhado, de cabeça descoberta , caminhava lentamente entre as secções dos seu ex-companheiros Fuzileiros em posição de sentido. Quando o envergonhado Fuzileiro passava por cada pelotão, os homens, voltavam-lhe as costas, fazendo meia-volta.
Não sei se esta disciplina ainda é praticada no Corpo de Fuzileiros Navais na América, mas a tradição remonta pelo menos a vários séculos no Exército Britânico.
Naqueles dias, ser "expulso" do exército nestes termos era a maior vergonha. Se um soldado fosse culpado de determinados delitos, tais como deserção, era expulso do exército, e por vezes era estigmatizado (marcado no peito com o "D" de "desertor"), de modo a não poder voltar a alistar-se.
A cerimónia desta parada prosseguia em frente dos companheiros do soldado. Os seus botões eram arrancados e sua espada quebrada sobre o joelho de um oficial, ou mesmo sobre a cabeça do soldado. Quando o soldado era levado para o portão do quartel, o baterista menor e mais jovem tinha permissão para pontapear as costas do soldado, enquanto a banda e os tambores tocavam a "Marcha de Rogue".
A disciplina militar tem de ser mantida, e alguns dos métodos podem parecer cruéis e sem misericórdia. O homem, muitas vezes, não oferece nenhuma misericórdia.
Mas graças a Deus que uma pessoa que seja destituída e expulsa pelo homem pode voltar-se para Deus, para a Sua misericórdia e perdão, independentemente das ofensas que tenha feito.
"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para connosco em Cristo Jesus " (Efésios 2:4-7).
Bill Bright



