Voando através de uma terrível tempestade
“… até o vento e o mar Lhe obedecem” (Marcos 4:41). Caros amigos,
"Senhoras e senhores, por favor, permaneçam nos seus lugares e mantenham os cintos apertados. Devemos sair da tempestade dentro de breves momentos ..."
A voz calma, pelo intercomunicador não era tranquilizadora quando nosso avião Pan Am 707 perfurou uma furiosa tempestade durante nosso o voo de Nova York para Washington, D.C.. O céu iluminou-se quando um relâmpago bifurcado aparentemente surgiu a escassos centímetros do avião. Ventos em espiral agitavam o revestimento metálico do avião, e a aeronave saltava e estremecia na turbulência, como uma folha num vendaval.
Segurei a mão de Vonette e voltei-me para ela contemplando o seu rosto tenso. "Eu não sei por quanto tempo o avião suportará esta tempestade sem se desfragmentar", disse eu.
O 707 começou a guinar - primeiro à direita, depois à esquerda - em agitação crescente. O riso trémulo ao meu redor dissipou-se, convertendo-se num estranho silêncio, interrompido apenas pela voz calma da hospedeira. Através das janelas pudemos ver as asas a bater quase como as de um pássaro gigante que lutava desesperadamente contra uma violenta corrente de ar descendente.
Vonette inclinou-se para mim, e eu senti a leve pressão da sua mão entrelaçada na minha. Suavemente, começámos a orar, soltando palavras conjuntas em súplica ao nosso precioso Salvador. Convencidos de que o nosso avião não conseguiria sobreviver à turbulência por muito mais tempo, eu disse ternamente adeus à minha querida Vonette e ela a mim. Depois, conjuntamente, dissemos ao nosso maravilhoso Deus que estávamos prontos para nos encontrarmos com Ele, se assim o desejasse.
De repente, pensei como o Senhor Jesus acalmou os ventos e a água no mar, quando os Seus discípulos temiam que o barco soçobrasse durante uma outra tempestade violenta. Conhecendo o Seu poder e amor por todos os Seus filhos, eu orava em voz alta: "Senhor, tu és o Deus de toda a criação. Tu controlas as leis da natureza. Aquietaste o temporal no Mar da Galileia. Aquieta esta tempestade!"
Imediatamente, a chuva e a turbulência pararam!
Vonette fitou-me espantada, depois sorriu levemente. "Ora, porque é que não orámos mais cedo esta oração?"
Apertei mão dela suavemente e sorri em retribuição. Pode ter a certeza de que Vonette e eu continuámos a agradecer e a louvar a Deus por ter ouvido as nossas orações e salvo as nossas vidas.
Soubemos mais tarde que o relâmpago provocou um enorme buraco na fuselagem, próximo do cockpit, destruindo todo o equipamento de radar. O piloto disse que esta fora a tempestade mais violenta que alguma vez havia experimentado em milhões de milhas de voo.
Lembremo-nos sempre de orar segundo a Palavra de Deus, em todos os momentos, e não apenas em momentos de perigo.
Bill Bright



