O coração do Pai

bill_bright.jpg     “Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória” (Judas 24).

     Caros amigos, 

     Os nossos dois filhos, Zac e Brad, são ambos adultos, agora, e estão a servir o Senhor no ministério de tempo integral. As experiências que tivemos com eles quando eram crianças ensinaram-nos muitas coisas sobre como nosso Pai Celestial nos vê.

     Há muitos anos atrás, a minha esposa Vonette e eu estávamos a atravessar um curso de água baixo no Parque Nacional Yosemite, com os nossos filhos, que eram muito pequenos então. Porque as rochas estavam escorregadias, eu estava a segurar o nosso filho de cinco anos, Brad, pela mão. De repente, Brad escorregou, e desequilibrou-se. Segurei-o firmemente até ele recuperar o equilíbrio. Quando continuámos a nossa caminhada, Brad olhou para mim e disse: "Papá, estou muito feliz por me teres salvo da queda."

     Naquele momento, lembrei-me como o meu Pai celestial me tem impedido de cair em muitas ocasiões. Caminhámos em silêncio por alguns minutos. Depois, Brad olhou para o meu rosto e disse: "Papá, estou contente por me segurares a minha mão." Desta vez as lágrimas vieram aos meus olhos quando eu disse ao meu Pai do Céu, "Estou tão contente por me segurares a minha mão; sou tão propenso a cair." Lembro-me das palavras, acima, de Judas 24.

     Os meus dois filhos significam mais para mim do que posso traduzir por palavras. Num outro dia quando eles eram pequenos, e eu estava a preparar uma mensagem, Zac apareceu de repente com uma pilha de livros e assentou-se ao meu lado. Senti o calor do seu amor, mesmo apesar de ele não ter querido interromper os meus estudos. O meu coração derreteu-se e eu quebrei o silêncio: "Zac", disse eu: "Quero que saibas o quanto significa para mim teres vindo sentar-te ao meu lado."

     Ele respondeu: "Papá, a razão de eu ter vindo foi porque apenas querer estar contigo."

     De repente, pela primeira vez na minha vida, realmente entendi como o grande coração do nosso Pai amoroso anseia por ter comunhão com o homem. Se eu me deleito nos meus filhos e anelo estar com eles e dizer-lhes que os amo e cuido deles, certamente o deleite de Deus em nós é infinitamente maior, porque a Sua capacidade de amar é muito maior.

     Retribuamos-Lhe o Seu amor, com todo nosso coração, alma, mente e força. 

Bill Bright




 

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