A Santidade de Deus

william_macdonald.jpg  “… Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apo. 4:8).

     Quando falamos da santidade de Deus, queremos dizer que Ele é espiritual e moralmente perfeito nos Seus pensamentos, acções, motivos e em todas as outras formas. Ele é absolutamente isento do pecado e da corrupção. Ele não pode ser outra coisa que não pureza.
O testemunho bíblico da Sua Santidade é abundante. Aqui estão alguns exemplos. "Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Levítico 19:02). "Não há santo como é o Senhor" (1 Sam. 2:2). "… Ó Senhor meu Deus, meu Santo ... Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a vexação não podes contemplar …" (Hab 1:12,13). "… Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta" (Tiago 1:13). "… Deus é luz, e não há n’Ele trevas nenhumas" (1 João 1:5b). "… só tu és santo …" (Apocalipse 15:4).

     Até mesmo as estrelas não são puras aos Seus olhos (Jó 25:5). O sacerdócio e o sistema de sacrifícios do Velho Testamento ensinavam, entre outras coisas, a santidade de Deus. Ensinavam que o pecado tinha de tal modo distanciado o homem de Deus, que tinha de haver um intermediário que fizesse a ponte, e que apenas se podia aproximar de um Deus santo a partir do sangue do sacrifício de uma vítima.

     A santidade de Deus também foi demonstrada de uma maneira original na Cruz. Quando olhou para baixo e viu o Seu filho a suportar os nossos pecados, Deus abandonou o Seu bem-amado durante aquelas três terríveis horas de trevas.

     A aplicação de tudo isto para nós é clara. A vontade de Deus é que devemos ser santos "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1 Ts. 4:3). "… como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pd. 1:15).

     Os pensamentos da santidade de Deus também devem produzir em nós um profundo sentimento de reverência e temor. Como Ele disse a Moisés: "… tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa" (Êxodo 3:5).

     T. Binney ficou maravilhado com a santidade requerida para se estar na presença de Deus.

Eterna Luz! Eterna Luz!
Quão pura a alma deve ser!
Perscrutando-a Tu, através da cruz,
Não se retrai, mas sente prazer;
Pode agora olhar para Ti e viver.

     Os nossos corações transbordam de adoração quando percebemos que temos a nós imputada a necessária pureza através da fé no Senhor Jesus.       

William MacDonald
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