Fazer mal a um menor

william_macdonald.jpg  “Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt. 18:6).

     Seria difícil de imaginar um método mais eficaz e infalível de afogamento do que este. A mó aqui não era a pequena mó que era operada manualmente, mas a grande mó que era rodada por um burro. Ter uma pedra destas atada ao redor do pescoço significaria afogamento rápido e inevitável.

     Inicialmente, pode-se ficar surpreendido com a veemência das palavras do Salvador. Ele parece um trovão com condenação incomum contra o pecado de se escandalizar um pequenino. O que é que provoca tanta ira?

     Tomemos um exemplo! Eis um ministro do Evangelho, que tem uma constante fila de pessoas que vêm a ele para aconselhamento. Entre elas está um jovem que está escravizado por um pecado sexual. Este jovem precisa de ajuda - desesperadamente. Ele (ou ela) olha para o ministro como alguém em quem pode ter confiança, como alguém que irá ajudá-lo[a] a encontrar o caminho da libertação. Mas em vez disso, o ministro encontra-se inflamado de paixão, faz avanços impróprios, e subitamente leva de volta à imoralidade o[a] jovem que queria aconselhamento. O[A] jovem fica despedaçado[a] com essa traição de confiança e fica completamente desiludido[a] com o mundo religioso. Pode ficar espiritualmente ferido[a] para o resto da sua vida.

     Ou o agressor pode ser um professor universitário que trabalha incansavelmente para roubar aos seus alunos qualquer réstia de fé que estes tenham. Plantando dúvidas e negações, ele mina a autoridade das Escrituras e ataca a Pessoa de nosso Senhor.

     Uma vez mais, pode ser um Cristão cujo comportamento faz tropeçar um jovem crente. Ultrapassando a ténue linha entre a liberdade e a licenciosidade, ele é visto envolver-se em alguma actividade questionável. O jovem cristão interpreta o seu comportamento como conduta Cristã aceitável e abandona a senda da separação divina, mergulhando numa vida de materialismo e compromisso.

     Nós devemos ser solenemente prevenidos pelas palavras do Salvador de que é coisa extremamente séria contribuir para a delinquência ética, moral ou espiritual de um menor que Lhe pertença. Será melhor afogarmo-nos em água literal do que afogarmo-nos num mar de culpa, vergonha e remorso por levarmos um dos seus pequeninos a cair em pecado.      

William MacDonald
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