Fé
“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de factos que se não vêem.” – Hebreus 11:1
A fé traz o amanhã para hoje. As coisas que não são como se sempre tivessem existido.
Vê aquilo que nunca foi visto nem subiu ao coração do homem, porque vê para lá da opacidade do véu.
É geradora de esperança e triunfa sobre o mundo e os mundos.
Dá alento à vida.
Navega acima das ondas e das adversidades. Sobrepuja-se a elas, pois não depende das circunstâncias nem das pessoas, mas sim do Altíssimo.
Tem asas e faz-nos voar, não para o longínquo deserto estéril, mas para o colo do Autor e Consumador da fé – Jesus.
Pode ser açoitada pelos ventos da incredulidade, espezinhada, mas dos seus fragmentos sairá sempre uma essência cujo aroma é suave.
Às vezes desfalece. Reduz-se ao tamanho de uma semente pequena, como de um grão de mostarda. Hiberna no coração, qual semente em terra fria, mas quando ouve o apelo da Primavera, que é também a voz de Deus, liberta-se, rasga a terra ou a penha, e transforma-se numa árvore frondosa, a cuja sombra o viajante pode descansar, e o faminto colher do seu fruto na estação própria.
Por causa dela os perdedores tornam-se em ganhadores, os perdidos em achados, os pecadores em santos.
A fé ordena à morte e esta, contrariada, com relutância, revolve-se nas suas entranhas e devolve os que tem no seu seio. Estes tornam-se em almas viventes, que prosseguem até ao fim da jornada, desfraldando a bandeira cujas insígnias são:
Ovar, 24 de Novembro de 2007
Palmeiro Barros



