Augusto da Silva

Augusto da Silva

 

COMO E PORQUÊ ME CONVERTI A CRISTO

 

(RELATO SINTÉTICO DA MINHA VIDA ESPIRITUAL)

 

     Nasci a onze de Agosto de 1925, no lugar de Tarei, freguesia de Souto, concelho de Vila da Feira, terra natal de minha mãe.

     De família humilde mas muito religiosa, segundo a tradição Católica Romana, fui baptizado horas depois do meu nascimento, à pressa , em face dos cuidados que inspirava o meu estado, temendo os meus pais que eu morresse sem esse "sacramento".

     Fiz a comunhão solene, com nove anos de idade, ainda nessa freguesia, e vim, pouco tempo depois, viver para S. Tiago de Riba-Ul, terra natal de meu pai, continuando aqui a cumprir, com regularidade e zelo, todos os meus deveres religiosos. Aqui acabei, por exemplo, de cumprir as nove primeiras sextas-feiras do mês, que iniciara na minha terra natal logo a seguir à comunhão solene, como mandava a Igreja de Roma.

     Com vinte e três anos de idade daria entrada no Hospital de Oliveira de Azeméis, atacado de doença óssea, e lá permaneci durante vinte e um meses.

     Eu, que desde a minha infância me sentira sempre inclinado para as coisas do espírito, pensando muito no destino eterno da minha alma, na ânsia de uma paz que não conseguia encontrar, ali fiz amizade com o capelão do Hospital, que quase todos os dias passava algum tempo junto do meu leito de enfermo, jogando às cartas ou conversando, comigo, muitas vezes sobre variados temas religiosos.                                                

     Vendo ele o meu interesse no conhecimento dessa material, emprestou-me, certa vez, o “Tratado da História Eclesiástica”, em três volumes, que eu li com muito interesse e devoção, sobretudo no ponto em que se referia aos maus tratos a que foi sujeito o Filho de Deus, nos dias da Sua carne.

     Emprestou-me ainda outros livros religiosos, entre os quais me lembro de ter lido, com admiração, “A Vida de Santo Afonso Maria de Ligório”, um exemplar devoto  da Virgem; tão devoto que, certa ocasião, notando os seus colegas a sua falta foram procurá-lo e o acharam num parque, prostrado diante de uma árvore de cujos ramos pendia uma medalha com a imagem de Maria, que ele mesmo lá havia colocado ...

     A partir de certa altura passei a dirigir a reza do terço na enfermaria em que me encontrava, onde haveria talvez para cima de vinte doentes internos que, com maior ou menor interesse acompanhavam.

     A verdade é que eu fazia muito bem e com devoção sincera esse serviço, chegando ao ponto de citar de cor todas as contemplações dos mistérios e, no fim, de cor também, a ladainha da Virgem.

     A irmanzinha que fazia o trabalho de enfermagem naquele amplo salão, muitas vezes me pedia para eu dirigir a reza do terço na hora em que ela ali executava o seu trabalho, a fim de poder acompanhar, juntamente com os outros doentes, enquanto trabalhava; e eu o fazia devotamente.  

     Um dia foi um homenzinho já de certa idade que ali se encontrava à espera de ser operado a uma hérnia que me pediu para eu rezar um terço em sua intenção, oferecendo-me certa quantia em dinheiro. Eu o fiz com a devoção de sempre, mas só depois de o advertir de que não queria dinheiro nenhum, por não poder admitir a ideia de que alguém pudesse rezar por interesse material.

     O homenzinho, porém, era teimoso, e, no fim da reza, mandou-me por mão de um doente que andava de pé, a quantia que me havia oferecido, quantia essa que eu mandei o portador colocar sobre o altar de S. José, que ali existia, o que ele fez.             ·

     Esse gesto foi muito apreciado pelo velhinho e, na sua teimosia, achou que me devia enviar igual importância, que eu iria, então, aceitar. E se bem o pensou melhor o fez, não obstante a minha recusa, E o destino foi o mesmo - o altar de S. José ...

     Depois de vinte e um meses de internamento naquele Hospital, saí, sem ter obtido a cura desejada a fim de ser internado no Sanatório Marítimo do Norte, em Francelos, onde permaneci nove meses, no fim dos quais fui transferido, já com bastantes melhoras, para o Sanatório Marítimo da Gelfa, que ficava perto de Vila Praia de Âncora, entre Viana do Castelo e Caminha, de onde regressei ao cabo de um ano, dado como curado, depois de ter sido operado à coluna.

     Durante aquele ano de permanência neste ultimo Sanatório, pedi, pela altura da Páscoa, a presença do sacerdote que ali fazia o serviço religioso, para me confessar.

     Fui, para isso, transportado, na minha cama de rodas, a um quarto próximo da enfermaria em que me encontrava.

     Ali me confessei com a maior sinceridade. Tal era, porém, o meu estado de espírito que, a dado momento não me pude conter e desatei a chorar convulsivamente diante do sacerdote, que se achava sentado junto do meu leito, muito admirado com aquela cena imprevista! E, perante esse meu desespero interior, ele nada mais me pôde dizer do que estas palavras, despidas de qualquer significado: “Deixe lá ... deixe lá ...”

     Ao ler isto, alguém poderá ser levado a pensar que eu devia ter grandes pecados na minha Vida. Nada disso, porém. Eu era apenas pecador, um pecador como todos os outros. Mas havia em mim uma coisa que na maior parte dos outros não existe: A convicção do pecado e sua gravidade! Isto é o que a maior parte da humanidade não sente, para infelicidade sua! Se o sentisse, certamente pensaria como eu!

     A 23 de Novembro de 1952 foi iniciado, nesta freguesia de S. Tiago de Riba-Ul, o trabalho de pregação do puro Evangelho da graça de Deus.

     A principio, a perseguição foi grande, da parte de elementos afectos à J.O.C, sendo necessária a intervenção da G.N.R., que capturou alguns, enquanto outros conseguiam pôr-se a salvo.

     Falando eu, dias depois, com um dos capturados, reprovei a sua atitude, considerando que os “protestantes" se não metiam com ninguém, por isso se não deviam os jocistas ter ido meter com eles da forma como o fizeram, invadindo-lhes a casa, na hora do culto,  no meio de barulho ensurdecedor, proveniente de búzios; com que apupavam aos ouvidos das pessoas presentes, de latas velhas, que usavam como tambores, e de varapaus, com que batiam energicamente no soalho! Ele também lamentou, mostrando-se sinceramente arrependido e disposto a nunca mais se meter noutra desse género.

     Passado pouco tempo viria eu, porém, a saber que o meu irmão mais velho frequentava a religião dos “protestantes” e fiquei muito triste. .

     Nas minhas rezas diárias, pedia· sempre à “Nossa Senhora do Rosário de Fátima" que tivesse compaixão do meu irmão e o guiasse para o "bom caminho".

     Eu considerava que esse meu irmão, coitado, se havia desviado para um caminho mau e temia pela sua sorte.

     Entretanto, embora eu me considerasse no "bom caminho” não tinha paz. O medo da morte cada vez mais me atormentava.

     Recordo-me de que, muitas vezes, durante as horas do meu trabalho, vinha-me à ideia o pensamento da morte e ficava muito triste. Procurava, então, desviar esses pensamentos macabros, entretendo a minha mente pensando naqueles vãos prazeres que o mundo oferece. Não demorava muito, porém, nessa meditação. A ideia da morte lá vinha outra vez a envolver o meu amargurado coração naquele espesso manto de tristeza

     É que, com o pensamento da morte vinha a ideia do inferno!

     Essa era a minha esperança!

     É certo que, como bom católico, eu acreditava na existência do “purgatório”, que a igreja de Roma diz existir para purificação das almas dos justos dos seus pecados “veniais” após a morte como meio de preparação para a entrada no céu. Sentia-me, porém, tão pecador que nem do ''purgatório" me julgava digno! Para mim apenas o inferno me esperava! E agora sei que não estava enganado!

     Pouco tempo depois de saber que aquele meu irmão frequentava as reuniões dos chamados e odiados protestantes tive conhecimento de que uma minha irmã andava lá também. Imaginem o meu desgosto!        

     Eu trabalhava em casa, fazendo sapatos, e, às vezes, ouvia-a cantar um hino que diz:

“Quero o Salvador comigo,
sem Jesus não posso andar;
quero conhecê-Lo perto,
nos Seus braços descansar".

     Considerava isso uma grande hipocrisia da sua parte, porém, e perguntava-lhe como era que ela podia cantar aquilo se nem sequer ia à missa ...

 

--- X  ---

 

     Seis de Julho de 1954. Era segunda-feira e estava um dia de sol radioso.

     O meu irmão mais velho, aquele que primeiro começara a frequentar as reuniões dos chamados protestantes e por quem eu pedia à 'Virgem Nossa Senhora do Rosário de Fátima que se compadecesse dele e o guiasse para o bom caminho”, fora passar um mês, com a família, na praia do Furadouro, e convidara-me a ir passar quinze dias com eles, a fim de aproveitar o sol da praia, tão bom para a minha saúde.

     Aceitando o seu convite, fui.

     Tomando a camioneta que faz carreira entre S. João da Madeira e o Furadouro, cheguei a sua casa cerca das duas horas da tarde.

     Ele encontrava-se a descansar, após o almoço, enquanto lia a Bíblia.

     Quando cheguei junto dele, ele lia o capitulo 15 do Evangelho Segundo S. Mateus. Leu em voz alta o versículo 14, que diz, "Deixai-os, são condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova”.       

     Eu, que nunca tinha ouvido aquilo e nem sequer sabia que o que o meu irmão estava a ler era a Bíblia, entendi que se devia tratar de algum livro dos “protestantes” contra os padres e respondi, meio sorridente: “Vocês, também, não podem deixar os padres sossegados nem por nada"!

     Ele retorquiu, porém, com certo ar de admiração, que quem o dizia não era ele - era a Bíblia.            .

     "Ora, ora ... Isso é dos protestantes" – respondi eu ...

    Mas que mania vocês têm de dizer que é dos protestantes"! - atalhou o meu irmão, num tom um tanto agastado. E prosseguiu dizendo que a nossa irmã tinha em casa uma que era dos católicos, podendo eu verificar que eram iguais.

     Sem me dar muito para pensar, atirou-me, a seguir, com esta pergunta: “Ouve cá, tu não crês no Evangelho?”

     Confesso que não esperava por isto. Mas, como estava acostumado a ouvir na missa, o padre falar no Evangelho, que ele lia em latim, depois de curtos momentos de reflexão respondi que sim, que, cria. Então ele esclareceu que aquilo que lera e que eu interpretara como uma achega aos padres fazia parte do Evangelho, o que me deixou mudo e admirado. Então aquilo era o Evangelho?!

     A ocasião era propícia e o meu irmão aproveitou-a bem, continuando a ler muitas passagens da Bíblia, aquelas passagens que nos falam do amor e da graça de Deus; de como Deus castigou os nossos pecados em Cristo Jesus, Seu Filho, para que, crendo tão somente de coração, possamos ter, já neste mundo, a certeza da vida eterna.

     Se é certo que contra factos não há argumentos, confesso que naquela altura, não era eu que me sentia na disposição de argumentar. Pois não era a palavra de Deus que falava?   

     Como o náufrago que, cansado já de lutar contra a adversidade das vagas que o submergem, se agarra à boia de salvação que providencialmente lhe é lançada, assim eu me agarrei a Cristo Jesus, o Salvador, de alma e coração, alcançando, de imediato, a alegria e a paz por que tanto ansiava!

     Numa ocasião em que o meu irmão parou de ler um texto das Sagradas Escrituras, eu ainda disse, com certa hesitação: "Eu gostava de ler isso, mas ...”

     Era o diabo, num último esforço para agarrar uma alma que via escapar-se-lhe, que lançava na minha mente este "mas".

     Há sempre uns “mas”, que o diabo usa, quase sempre com êxito. Porém, desta vez ele nada conseguiu. Graças a Deus!

     Não compreendendo o significado desse "mas ", o meu irmão respondeu que, se eu quisesse ler tinha lá um Novo Testamento, que me emprestaria, o que eu aceitei.    

     E, momentos depois, lá saíamos os dois para a praia - ele, de Bíblia debaixo do braço, e eu, com o Novo Testamento no bolso.

     Fomos para a banda norte da praia, que, nessa altura, quase não era frequentada, e lá nos deitámos ao sol.

     Comecei, então, a ler o Novo Testamento em voz alta, desde o princípio, acompanhando o meu irmão, silenciosamente, pela sua Bíblia.

     Todos os dias assim fazíamos.

     Chegando ao fim do Novo Testamento, voltei ao princípio.

     Cada vez que lia, coisas novas se revelavam ao meu desesperado coração.

     Às vezes parava para meditar e parecia que estava a viver um sonho. Via multidões laborando no erro; a caminho da perdição eterna, o que me entristecia. E os padres, que estudam tanto e andam tão errados? – pensava eu. Mas lá vinham à minha ideia aquelas palavras que o Senhor Jesus proferiu, certa vez, a respeito dos chefes religiosos daqueles dias: “Deixai-os, são condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova".

     É isso!          

     Ao fim de quinze dias, tinha lido o Novo Testamento quase duas vezes seguidas, do princípio ao fim.        ·

     Um dia descobri que o medo da morte havia desaparecido. Nem sequer pensava nela.· Ela deixara de ser, para mim, aquele "rei dos terrores" de que lemos no livro de Job (Job 18:14).

     É que, pela morte, Cristo Jesus aniquilou aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo, livrando todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida, sujeitos à escravidão (Heb. 2:14,15).

     Outra coisa que me escravizava grandemente era o vício do tabaco.

     Muitas vezes tentei libertar-me dele, usando dos mais variados processos, sem nunca o conseguir. Pois quando, ao fim daqueles quinze dias que passei no Furadouro, voltei para casa, já dele me havia libertado. Aliás, dele o meu Salvador me livrou logo nos primeiros dias da minha conversão! Aleluia!

     Outra coisa que descobri, dias após ter começado a ler a Palavra de Deus, foi que nunca mais usara de certas palavras que tantas vezes se ouvem e que nada dignificam quem as profere, palavras que eu, como os outros, também proferia, embora a minha consciência me dissesse que o não devia fazer.

     Recordo-me bem de que, sempre que me confessava, as referia com tristeza perante o meu confessor e vinha desse acto verdadeiramente decidido a não as proferir mais. A verdade, porém, é que, passados dois ou três dias, no máximo, lá voltava ao mesmo. Era como o cão que volta ao seu próprio vómito, ou como a porca lavada voltando ao espojadouro da lama ( 2ª Pedro 2:22).

     Disso também o Senhor me  salvou.

     É que, “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2ª Cor. 5:17).

     Um dia o meu irmão levou-me, lá no Furadouro, a assistir a uma reunião evangélica em Ovar. Foi lá que assisti ao primeiro culto evangélico e fiquei maravilhado, não só com a pregação da Palavra de Deus, que ainda me recordo ter sido baseada no capítulo sete da carta do apóstolo Paulo aos Romanos, como também com as orações. Eu nunca tinha ouvido orar assim.     

     Uma vez regressado a S. Tiago de Riba-Ul, depois de quinze dias no Furadouro , comecei a frequentar os cultos evangélicos na casa de oração aqui existente e o Senhor me foi revelando sempre coisas novas e de grande alegria e bênção para mim.

     Pouco tempo depois, porém, senti-me novamente doente da coluna e tive que voltar ao Sanatório Marítimo da Gelfa, onde fui novamente operado e de lá regressei passado um ano.

     Foi do propósito de Deus que assim acontecesse, estou certo, pois pude ali dar testemunho do Seu amor e graça, dando-me Ele a alegria de ver algumas almas convertidas ao Evangelho e a Cristo por meu intermédio.         

     Pela graça de Deus, tenho ajudado algumas almas a libertarem-se do jugo de satanás e a seguirem a Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador, não podendo, no entanto, deixar de reconhecer o quanto de inútil sou, pois que nem sequer tenho feito aquilo que devia e que o Senhor espera de todo o verdadeiro crente (Luc. 17:10).

     Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (1ª Tim. 2:4).

     Quem crer no Senhor Jesus será salvo (Act.16:31). Pois Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna (João 3:16).

     Somos, na verdade, todos pecadores dignos de condenação. O salário do pecado é a morte, é a perdição eterna (Rom. 6:23). Todavia, Deus prova o Seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rorn. 5:8).

     Ele foi, verdadeiramente ,entregue à morte por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação (Rom. 4:25).

     Quem crê n’Ele não é, condenado (João 3:18). Nenhuma, sim, mesmo nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rom. 8:1). E isto pela razão simples de que Ele foi condenado em nosso lugar; sofreu a nossa condenação.

     É isto que Deus quer que, todos saibam, para sua própria salvação (1ª Tim. 2:4).

     Peço a Deus que me ajude, não só a mim mas a todos os Seus remidos, para que possa cada um fazer a sua quota parte nesse sentido, para glória do Seu nome. Ámen.

Oh! quão cego eu andei,
e perdido vaguei,
longe, longe do meu Salvador!
Mas da glória desceu,
e Seu sangue verteu,·
p'ra salvar um tão pobre pecador.

Foi na cruz, foi na cruz,
onde, um dia, eu vi
meu pecado, castigado em Jesus;
Foi ali, pela fé,
que meus olhos abri,
e me alegro, desde então,
na Sua luz.

H. C.

 

     O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado (1ª João 1:7). Aleluia!

 

Augusto da Silva

 

Augusto da Silva nos anos 80 com alguns irmãos em cada do irmão Viriato Sobral, destacando-se ao seu lado. Alberto Borges, Manuel Andrade e Manuel Gomes

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