II Tessalonicenses 3:1-18 (1)
Capítulo IV — II Tessalonicenses 3:1-18 EXORTAÇÕES FINAIS
A UNIDADE DE PAULO COM OS SANTOS EM TESSALÓNICA
"No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós;
“E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.
“Mas fiel é o Senhor, que vos confortará e guardará do maligno.
“E confiamos de vós no Senhor que não só fazeis como fareis o que vos mandamos.
“Ora, o Senhor encaminhe os vossos corações na caridade de Deus e na paciência de Cristo."
— II Tessalonicenses 3:1-5
"No demais" representa os pedidos, instruções e exortações pessoais do Apóstolo além das aplicações práticas em relação àquilo que lhes ensinou nesta epístola.
O seu pedido por orações neste caso não é para encorajamento ou forças ou qualquer coisa pessoal. É "para que a Palavra do Senhor tenha livre curso 1 e seja glorificada" (3:1). A propagação do Evangelho estava sempre em seu coração porque o amor de Cristo, para com ele e para com todos, o impulsionava para frente como a maré (Veja II Co.5:14).
Deve ser observado que ele pede as orações deles para que pudesse acontecer com ele "como também o é entre vós" (3:1). Isto mostra as variações que há na perseguição. Com os crentes de Tessalónica havia uma perseguição severa, de facto, mas isto apenas ajudou a espalhar o evangelho, porque no caso deles, ele estava a ser discutido em todo lugar.
Entretanto, no caso de Paulo havia uma diferença, porque ele adiciona um pedido para que ele pudesse ser liberto "dos homens perversos e maus; porque a fé 2 não é de todos" (3:2). Existiam tramas e conspirações contra ele.
Podemos entender um pouco sobre o tipo de perseguição que Paulo suportou em Corinto quando compreendemos que uma tentativa planeada foi feita pelos judeus da sinagoga para tê-lo condenado pelo procônsul romano, a fim de restringirem o seu testemunho. 3
O seu pedido por orações para que a Palavra pudesse ter livre curso lembra-nos de dois outros pedidos dele para oração: em Ef.6:19-20, para que fosse dado, "no abrir da minha boca, a palavra com confiança" e em Cl.4:3, "para que nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso". A sua única grande paixão era tornar conhecida a gloriosa mensagem que ele recebeu por revelação do Senhor.
1 O sentido do termo livre curso (treko) no grego significa "correr". A oração de Paulo é para que a Palavra pudesse ter livre curso, e logicamente o curso refere-se à pista de corrida.
2 Subjectivamente, aqueles em que não se pode confiar.
3 Entretanto, é interessante perceber, que tanto Crispus, o principal da sinagoga na época em que Paulo partiu para os Gentios, quanto Sóstenes, o principal que se seguiu na sinagoga, que foi espancado diante do tribunal, evidentemente vieram a crer em Cristo (Veja At.18:8,17; I Co.1:1).
“Mas fiel é o Senhor, que vos confortará e guardará do maligno.
“E confiamos de vós no Senhor que não só fazeis como fareis o que vos mandamos.
“Ora, o Senhor encaminhe os vossos corações na caridade de Deus e na paciência de Cristo."
— II Tessalonicenses 3:1-5
"No demais" representa os pedidos, instruções e exortações pessoais do Apóstolo além das aplicações práticas em relação àquilo que lhes ensinou nesta epístola.
O seu pedido por orações neste caso não é para encorajamento ou forças ou qualquer coisa pessoal. É "para que a Palavra do Senhor tenha livre curso 1 e seja glorificada" (3:1). A propagação do Evangelho estava sempre em seu coração porque o amor de Cristo, para com ele e para com todos, o impulsionava para frente como a maré (Veja II Co.5:14).
Deve ser observado que ele pede as orações deles para que pudesse acontecer com ele "como também o é entre vós" (3:1). Isto mostra as variações que há na perseguição. Com os crentes de Tessalónica havia uma perseguição severa, de facto, mas isto apenas ajudou a espalhar o evangelho, porque no caso deles, ele estava a ser discutido em todo lugar.
Entretanto, no caso de Paulo havia uma diferença, porque ele adiciona um pedido para que ele pudesse ser liberto "dos homens perversos e maus; porque a fé 2 não é de todos" (3:2). Existiam tramas e conspirações contra ele.
Podemos entender um pouco sobre o tipo de perseguição que Paulo suportou em Corinto quando compreendemos que uma tentativa planeada foi feita pelos judeus da sinagoga para tê-lo condenado pelo procônsul romano, a fim de restringirem o seu testemunho. 3
O seu pedido por orações para que a Palavra pudesse ter livre curso lembra-nos de dois outros pedidos dele para oração: em Ef.6:19-20, para que fosse dado, "no abrir da minha boca, a palavra com confiança" e em Cl.4:3, "para que nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso". A sua única grande paixão era tornar conhecida a gloriosa mensagem que ele recebeu por revelação do Senhor.
1 O sentido do termo livre curso (treko) no grego significa "correr". A oração de Paulo é para que a Palavra pudesse ter livre curso, e logicamente o curso refere-se à pista de corrida.
2 Subjectivamente, aqueles em que não se pode confiar.
3 Entretanto, é interessante perceber, que tanto Crispus, o principal da sinagoga na época em que Paulo partiu para os Gentios, quanto Sóstenes, o principal que se seguiu na sinagoga, que foi espancado diante do tribunal, evidentemente vieram a crer em Cristo (Veja At.18:8,17; I Co.1:1).
Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses



