II Tessalonicenses 1:1-12 (5)

crstam.jpgA OBEDIÊNCIA DA FÉ E A DESOBEDIÊNCIA DA INCREDULIDADE

Certamente os versículo 8 e 9 de II Ts.1 impedirão o leitor sério de supor que Deus é algum tipo de ser benevolente que vai ser amoroso e perdoador para sempre. Lemos aqui que Ele e Seus anjos poderosos virão...


    "Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

     Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder."

     Não é por causa da infelicidade do incrédulo que ele não conhece Deus; mas o seu pecado.

     Através de toda a história tem sido a "obediência da fé" (Rm.16:26) que salva o homem. Quando Deus diz: "oferece um sacrifício animal e te aceitarei", o que faz a fé? A fé traz o sacrifício exigido e ele é aceite (Veja Gn.4:4 e Hb.11:4). Quando Deus diz: "se diligentemente ouvirdes a minha voz... então sereis a minha propriedade" (Êx.19:5), o que faz a fé? Certamente procura obedecer à Sua voz (Sl.1:1-3) e ele é contado entre o povo de Deus. Quando Deus diz: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados" (At.2:38), o que faz a fé? Arrepende-se e é baptizada e ele recebe a remissão dos pecados.

     E quando Deus diz: "MAS AGORA se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas" (Rm.3:21) e "Mas aquele que não pratica, mas crê n’Aquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça" (Rm.4:5), "Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Rm.3:24) – quando Deus diz isto, o que faz a fé? A fé aceita a oferta graciosa e confia apenas em Cristo para a salvação – e deste modo ele é salvo.5 Tudo isto é a "obediência da fé".

     Tanto no começo como no fim da grande epístola de Paulo aos Romanos ele declara que o Evangelho para o qual tinha sido separado, era para ser declarado entre todas as nações para a "obediência da fé" (Rm.1:1,5; 16:25-26). Este Evangelho, pela graça infinita de Deus, tem sido extensamente declarado por mais de dezanove séculos e todos os que têm exercido a "obediência da fé",6 têm vindo assim ao conhecimento de Deus. Mas como será o julgamento daqueles – pecadores culpados, todos eles – que rejeitam a graça tão amorosamente adquirida para eles! Destes, ele diz:

     "... padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder" (1:9).

     Observe a repetição da palavra "do" nesta referência. "Eterna perdição, ante a face do Senhor". Isto será um destino horrível. Quando Caim foi expulso de diante do Senhor, ele disse: "É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada [suportar]" (Gn.4:13-14). Novamente, "perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder". O Seu poder então não os ajudará em nada, como tem sido se ajuda para tantos santos crentes. A oportunidade deles crerem em Cristo e conhecerem "a glória do seu poder" terá passado há muito tempo.


5 O Capítulo 1 do livro Coisas Que Diferem, do autor, entra em mais detalhes sobre este assunto.

6 Aquilo que "Deus falou" (Act. 3:21) não deve ser levado de ânimo leve e tapar os ouvidos a isso é das desobediências mais grosseiras, revelando rebelião.

Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses


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