I Tessalonicenses 4:13-18 (10)

crstam.jpgO ALARIDO, O ARCANJO E A TROMBETA

     "...com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus" (4:16).

     Em ligação à vinda de nosso Senhor para nós um anjo em particular é mencionado: Miguel, o "arcanjo" (I Ts.4:16). 

     Existem alguns que asseguram que enquanto Israel, o povo de Deus na terra, experimentou o ministério de anjos, isto não é verdade para os membros do Corpo de Cristo. E Miguel, especialmente, dizem, é designado como o anjo de Israel em Dn.12:1, onde Gabriel chama-o de "o grande príncipe, que se levanta pelos filhos de teu povo".

     Mas há uma falha neste argumento. É verdade que Miguel foi o anjo de Israel por um tempo, mas certamente ele não era o anjo de Israel durante mais de dois mil anos antes de haver uma nação chamada Israel. Tão-pouco ele é o anjo de Israel hoje, enquanto Israel é Lo-ammi: não povo de Deus.

     Seria mais correcto chamar a Miguel, Comandante-Chefe dos exércitos do Senhor. Ele é soldado de Deus, da mesma forma que Gabriel é Seu embaixador. Ele é visto num papel de combatente, enquanto que Gabriel é visto no de mensageiro (Veja Dn.10:12-13, 20-21; Ap. 12:7-9). É significante que junto à menção do arcanjo em I Ts.4, também temos o "alarido" e a "trombeta",7 ambos associados à “chamada às armas" nas Escrituras. De facto, o termo a "voz de arcanjo" sem dúvida refere-se à chamada de Miguel para prontidão.

     Mas porquê um preparo militar, por assim dizer, em relação a um evento tão abençoado quanto a nossa ida para estarmos com Cristo?

     Esta pergunta não é difícil de se responder quando reconhecemos que na vinda de nosso Senhor para nós seremos conduzidos à esfera onde Satanás e as suas hostes se intrometeram para nos prejudicar, porque Satanás é conhecido como "o príncipe das potestades do ar" (Ef.2:2), de onde, entre o seu domínio e nosso (Ef.6:12), ele se empenha em lutar connosco.

     Assim, as expressões "alarido", "voz do arcanjo" e "a trombeta de Deus" são todas apropriadas quando o Senhor vier com as multidões de Seus santos anjos para receber-nos para Si. 


7 Uma vez que esta trombeta é chamada de "a última trombeta" em I Co.15:52, alguns supõem que ambas as passagens referem-se à sétima trombeta da Grande Tribulação (Ap.11:15). Mas isto seria antecipar a revelação, porque de que maneira o Apóstolo poderia referir-se às sete trombetas futuras quando ainda não era revelado que haveria sete, ou mesmo duas ou três? Além disso, ele refere-se às sete trombetas da Tribulação com igual importância, enquanto que aquela em I Ts.4, é chamada de "a trombeta de Deus". Deste modo, refere-se à trombeta que soará no fim, isto é, para nós.


Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses


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