I Tessalonicenses 2:17—3:13 (2)

crstam.jpgA COROA DE REGOZIJO DO APÓSTOLO

     I Ts.2:19-20 parece ser a única passagem que indica claramente que na vinda de Cristo, nós crentes, regozijar-nos-emos por causa de outros crentes que, pela graça de Deus, conduzimos a Cristo,3 ou temos ajudado espiritualmente, mesmo de uma forma indirecta.

     Em Fp.4:1, o Apóstolo escreve dos santos de Filipos como sendo "minha alegria e coroa", mas aqui ele diz:

     "Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?

     “Na verdade vós sois a nossa glória e gozo."

     Isto é verdade, pois qual o crente fiel que não se regozija aqui e agora ao pensar nos crentes que levou a Cristo, ou que ajudou espiritualmente? Quanto mais isto será assim "diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda"!

     Um dia o nosso Senhor, tendo "trazido muitos filhos à glória", poderá dizer com regozijo: "Eis me aqui a Mim, e aos filhos que Deus Me deu" (Hb.2:10, 13). Ele, logicamente, era "o príncipe da salvação deles". Ele derramou o Seu sangue para remi-los. Deste modo é apropriado que em reconhecimento Ele deva ser "coroado de glória e de honra" (Hb.2:9). Mas aqueles que, pela graça de Deus, temos levado iluminação e bênçãos, "naquele dia" certamente que serão a nossa "coroa de glória". Ele morreu para salvá-los e para abençoá-los com "todas as bênçãos espirituais", e pela graça temos sido privilegiados em transmitir esta maravilhosa mensagem de salvação pela graça e "todas as bênçãos espirituais" nela existentes.

     O Apóstolo declara que um dia o nosso Senhor virá "para ser glorificado nos Seus santos, e para Se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem", então ele adiciona entre parênteses: (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós)" (II Ts.1:10). Que o nosso testemunho possa contribuir deste modo para a glória eterna do nosso Senhor.

     Aqueles que têm um ponto de vista parcial sobre a eleição devem fazer uma pausa para ler toda a passagem acima com mais atenção e espírito de oração. O coro do hino de C. C. Luther é aqui pertinente:

Será que vou de mãos vazias, no fim?
Irei encontrar o Salvador assim?
Sem nenhuma alma com que O saudar?
Será que vou de mãos vazias para o lar?

     Mas o outro lado deste importante assunto foi lindamente expresso por Samuel Rutherford:

Oh se uma só alma de Turquel
Me encontrar na outra margem!
O meu céu será dois céus, na contagem,
Na “Terra de Emanuel”.

     A palavra "vinda" (Grego: parousia) em I Ts.2:19, é usada tanto em relação à vinda de nosso Senhor para nós como também ao Seu retorno à terra. Na Bíblia King James (no inglês), é traduzida tanto por "vinda" como por  "presença" e aqui certamente que se refere, não tanto ao Seu trajecto, mas à Sua chegada. Nós também temos esta distinção no Português. A Joana pode dizer aos seus convidados: “O Estêvão vem,” significando que ele está a planear vir, ou que ele está a caminho para aqui. Mas a Joana também pode dizer, “A vinda da Rute significou muito para mim,” referindo-se à sua chegada ou presença.

     Aqui o Apóstolo evidentemente está a referir-se à chegada do Senhor para nos receber para Si, um encontro que Satanás não pode impedir (I Ts.4:16-18)!


3 Dn.12:3 ensina uma verdade semelhante mas situa-se numa categoria diferente.   

4 Os detalhes interessantes que rodeiam a escrita deste hino pode ser encontrado no Al Smith's Treasury of Hymn Histoires.

Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses


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