Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXXVIII – Atos 20:13-38

Acts dispensationally considered

 

O ÚLTIMO REGRESSO DE PAULO A JERUSALÉM

 

DE TROAS A MILETO

 

     “Nós, porém, subindo ao navio, navegamos até Assôs, onde devíamos receber a Paulo, porque assim o ordenara, indo ele por terra.

      “E, logo que se ajuntou conosco em Assôs, o recebemos e fomos a Mitilene.

     “E, navegando dali, chegamos no dia seguinte defronte de Quios, no outro, aportamos a Samos e, ficando em Trogílio, chegamos no dia seguinte a Mileto.

     “Porque já Paulo tinha determinado passar adiante de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes.”

- Atos 20:13-16.

     Os sete companheiros de Paulo foram enviados à frente, de navio para Assôs, enquanto ele foi a pé para se encontrar com eles. A viagem por mar era de cerca de quarenta milhas, enquanto que por terra apenas vinte.

     Supõe-se que o apóstolo adotou este plano para que pudesse desfrutar de mais algumas preciosas horas de comunhão com os discípulos em Troas.

     Contudo, o facto de o versículo 11 afirmar que ele já havia “partido e o facto de ele ter escolhido viajar sozinho, sem mesmo Lucas (Ver. 14), parece indicar um desejo de solidão após o tempo ocupado em Troas. A comunhão cristã é uma experiência abençoada, mas até mesmo um apóstolo precisava de tempo para orar e meditar.[1]

     Parece que depois de tomar Paulo em Assôs, o navio parou todos os fins de tarde. A razão para isso parece bastante evidente. Os ventos de verão no Mar Egeu começam a soprar do norte ao início da manhã, fenecendo ao anoitecer.

     Houve um debate considerável sobre se um navio mercante regular foi usado nesta ocasião ou se Paulo e o seu grupo contrataram um pequeno navio costeiro para seu uso privado. Expositores muito capazes, como Geikie, dizem que eles contrataram o seu próprio navio, enquanto Howson e outros insistem que isso é “com certeza um grande erro”.

     As indicações aparentes de que o navio foi contratado para seu uso privado são as seguintes: se o navio fosse mercante teria seguido o seu próprio curso. Aqui, no entanto, ele parou em Assôs, aparentemente apenas para embarcar Paulo, e passou ao largo de Éfeso simplesmente porque Paulo estava com pressa e não queria parar ali. Além disso, nada é declarado sobre qualquer outra atividade comercial nesta viagem.

     Ainda assim parece-nos infundado supor que Paulo e o seu grupo haviam contratado o navio para si.

     Não há dúvida que se trataria de um barco mais pequeno, projetado apenas para uso ao longo da costa, pois este navegou apenas de Troas a Pátara (Atos 21:1,2). Mas parece exagerado assumir que, porque nenhuma outra atividade comercial é mencionada, este tivesse viajado para Assôs apenas para embarcar Paulo. Paulo pode muito bem ter decidido caminhar até Assôs porque ele sabia que o navio escalaria ali.

     Mas mesmo que ele tivesse navegado para Assôs apenas para embarcar Paulo; isso ainda assim não prova que tenha sido contratado para uso privado por Paulo e o seu grupo, pois o comandante de um pequeno barco costeiro poderia muito bem ficar contente por acomodar um grupo de nove passageiros. E quanto a passar ao largo de Éfeso, o texto não afirma que Paulo havia determinado que o navio deveria fazer isso, mas que ele deveria fazer isso, ou seja, que ele ficaria a bordo em vez de desembarcar ali. De facto, a passagem pode significar simplesmente que Paulo escolheu um navio que prioritariamente não aportasse em Éfeso.

     O apóstolo passou ao largo de Éfeso porque apressava-se a chegar a Jerusalém no dia de Pentecostes e sabia muito bem que não poderia aparecer em cena entre tantos convertidos, amigos e cooperadores sem ser detido por um período considerável de tempo. Em vez disso, ele desembarca em Mileto, cerca de cinquenta quilómetros mais adiante, e daí convoca apenas os anciãos da igreja para uma mensagem de despedida de encorajamento e exortação. Desta forma podem ser alcançados resultados mais duradouros.

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[1] Especialmente desde que o Espírito Santo revelara que “prisões e tribulações ...de cidade em cidade” o esperavam, e ele temia poder não voltar por este caminho novamente (Atos 20: 23,25).

 

 Atos dispensacionalmente Considerados

Cornelius R. Stam

 

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