Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXXII – Atos 18:1-22 (7)

Acts dispensationally considered

 

A IGREJA NA PORTA AO LADO

     O apóstolo estava agora a dar um passo ousado e agressivo, ao mover-se para um lar que os Judeus evitariam entrar:[1] a casa de um “adorador” Gentio chamado Justo que, além do mais, morava exatamente na porta ao lado da sinagoga.

     Alguns têm questionado a sua ética de realizar cultos numa casa que “estava junto da sinagoga”. Imagine os sentimentos tensos quando os membros das duas congregações se encontravam do lado de fora! Imagine como o facto de Paulo ter começado as reuniões ao lado deve ter enfurecido os Judeus na sinagoga!

 

     Pode ter a certeza que é uma violação da ética e pior, quando um pastor ou um membro de uma congregação que crê na Bíblia permite que considerações pessoais o induzam a encorajar ou aprovar uma divisão na igreja a fim de atrair alguns dos seus membros e começar uma nova assembleia perto. Tal é uma negação da afirmação do Espírito de que “há um só corpo”, uma vergonha perante o mundo e uma ofensa contra Deus.

     Porém, tal estava longe de ser o caso que se passava na sinagoga em Corinto. Paulo não tomou essa ação por maldade ou por motivos pessoais. Estes Judeus estavam a rejeitar a Palavra de Deus e o seu próprio Messias, e Paulo, por amor a alguns que não eram tão duros quanto os demais, começou a realizar reuniões na porta ao lado como um protesto aberto e um testemunho contra a maioria incrédula. Ele desejava que os membros das duas congregações se reunissem, a fim de manter a questão viva. Era uma questão inteiramente doutrinária. A sua escolha da casa de um Gentio[2] para um local de encontro seria, além disso, capaz de atrair mais Gentios, e a nova congregação permaneceria como um símbolo visível do propósito de Deus de enviar salvação aos Gentios, apesar, sim através da incredulidade de Israel. Assim está escrito:

     “… pela sua queda veio a salvação aos Gentios, para os incitar à emulação” (Romanos 11:11).

     Certamente que Israel não tinha motivo para reclamar. Primeiro, o Messias veio para os Seus, somente para ser rejeitado e crucificado. Mas Deus ressuscitou-O dentre os mortos e, em infinita misericórdia, ofereceu “a Israel o arrependimento e remissão dos pecados” (Atos 5:31). Mesmo quando a nação permanecia obstinada por causa do seu mal, Deus ainda lidava com ela, provocando-a ao ciúme do remanescente crente, o “pequeno rebanho”, a “gente insensata” (Lucas 12:32; Rom. 10:19). E Deus fez ainda mais do que isso, pois agora Ele estava provocar Israel à inveja pela conversão dos Gentios. Certamente que a profecia de Isaías havia sido mais do que cumprida.

     “E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam”.[3]

     “ … TODO O DIA ESTENDI AS MINHAS MÃOS A UM POVO REBELDE E CONTRADIZENTE (Romanos 10:20,21).

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[1] Claramente para ensinar ali. Ele provavelmente continuou a viver com Áquila e Priscila, a menos que a vinda de Silas e Timóteo tivesse alterado a situação.

[2] Em alguns Manuscritos o nome é Tito Justo; em outros simplesmente Justo. Isso deu origem à questão de saber se ele era o Tito de Gal. 2:3 ou se ele tinha o sobrenome de Justo para o distinguir desse Tito. Em ambos os casos, ele era sem dúvida um gentio incircunciso, pois de outra forma não haveria sentido em afirmar que ele “servia a Deus”. Esta expressão, no original, é usada em outros lugares relativamente a Gentios tementes a Deus (Atos 13:50; 16:14; 17:4; etc.).

[3] Isto não se refere aos Gentios, mas a Israel, com quem Deus continuou a tratar embora desejassem que Ele os deixasse em paz. Nota: Isaías é “ousado”, não é gentil, e a passagem em Isaías 65:1 continua com as palavras: “a um povo que se não chamava do Meu nome Eu disse: Eis-me aqui.” Que isso só se pode referir a Israel é claro em todo o contexto, bem como da conclusão de Paulo no versículo seguinte.

 

 

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