Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXXI – Atos 17:16-34

Acts dispensationally considered

 

PAULO EM ATENAS

 UMA TAREFA DIFÍCIL

          “E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.

          “De sorte que disputava na sinagoga com os Judeus e religiosos e, todos os dias, na praça, com os que se apresentavam.

          “E alguns dos filósofos Epicureus e Estóicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.

          “E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

          “Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isso.

          “(Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes de nenhuma outra coisa se ocupavam senão de dizer e ouvir alguma novidade.)”

- Atos 17:16-21.

ATENAS NOS DIAS DE PAULO

          O apóstolo estava agora sozinho em Atenas, a cidade mais famosa da Grécia (então chamada Acaia) e a capital cultural do mundo.

          Séculos antes disso, Atenas ganhou fama mundial pelo seu cultivo das artes liberais. Os poetas e filósofos mais célebres tinham ou nascido ou florescido ali. Os excelentes modelos da estatuária e arquitetura encontravam-se ali. E além disso, praticamente toda religião estava ali representada.

          Embora o sol da glória de Atenas já tivesse começado a pôr-se, esta cidade ainda se distinguia como o centro intelectual, artístico e religioso do mundo.

          Havia o Areópago (Latim: Colina de Ares, ou Marte) assim chamado por causa do lendário julgamento de Ares ali realizado. Aqui os juízes, chamados Areopagitas[1], porque julgavam ali, realmente provavam doutrinas e aqueles que as ensinavam! Acima do Areópago, erguia-se a Acrópole com o Partenon e a sua colossal estátua da deusa Atena.

          Apesar da cidade de Atenas ter continuado até hoje, a sua glória, como toda a glória terrena, já passou. Apenas as ruínas do seu orgulho permanecem.

 

UMA CIDADE DOMINADA PELOS ÍDOLOS

          Enquanto Paulo esperava por Silas e Timóteo,[2] "o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria [Lit .: cheia de ídolos]" (Ver. 16).

          O apóstolo não ficou maravilhado com a beleza da arte e da arquitetura de Atenas, com as suas filosofias subtis e refinadas, com a sua união de religiões. Ele via tudo isto à luz da verdade e da realidade. Ele estava bastante agitado e indisposto com o espetáculo de homens a curvarem-se, não meramente àquilo que as suas próprias mãos haviam feito, mas às forças espirituais do mal que os induziam a "[honrar e servir] a criatura mais do que o Criador" (Rom. 1:25 cf. Dan. 10:21, Efésios 2:2, 6:12). E ele ficou chocado com o pecado que acompanhava essas religiões pagãs (Rom. 1:26-32).

          Com toda a sua ufanada sabedoria, os atenienses não conseguiam sequer contentar-se com um só deus! Um adorava esta "divindade" e outro aquela. A maioria adorava diferentes deuses em diferentes ocasiões. A confusão era tão grande que Plínio diz que na época de Nero, Atenas continha mais de 3.000 ídolos públicos, além dos inúmeros ídolos possuídos por indivíduos. Em todas as mãos havia estátuas a deuses e semideuses. Praticamente todas as "divindades" estavam representadas, incluindo as "desconhecidas". Petrónio (Satíricon XVII) diz com humor que era mais fácil encontrar em Atenas um deus do que um homem, e a nossa Escritura declara que a cidade estava "cheia de ídolos" (TB).

          Os filósofos atenienses não haviam resolvido nada. Eles tinham apenas demonstrado a desalentada bancarrota da sabedoria humana e a absoluta depravação da natureza humana. A miríade de superstições de Atenas era apenas uma prova de que a incredulidade, apesar de se gloriar de inteligência superior, é sempre mais crédula do que a fé. As suas estátuas vis eram apenas uma evidência do baixo nível moral a que suas religiões a tinham deixado afundar.[3]

___________________________________________________ 

[1] Um deles parece ter sido salvo durante a visita de Paulo a Atenas (Ver. 34).

[2] Ele permaneceu sozinho em Atenas por mais algum tempo, pois apesar de ter mandado dizer a Silas e Timóteo que "fossem ter com ele o mais depressa possível" (Ver. 15) quando Timóteo veio a Atenas, trazendo notícias dos sofrimentos dos crentes Tessalonicenses, Paulo não suportou mantê-lo, mas novamente "de boa mente quisemos deixar-nos ficar sós em Atenas" e mandou-o de volta para os confortar e exortar na fé (1Ts 3:1-5). Considerando a distância entre as igrejas da Macedónia e Atenas, Paulo deve ter passado um período considerável de tempo em Atenas e, na maior parte do tempo, sozinho, exceto quando convertidos eram ganhos. Assim ele sacrificou-se pelo bem daqueles que ele tinha sido forçado a deixar. Timóteo, com Silas, acabaram por se reunir a Paulo em Corinto (Atos 18:5) trazendo boas notícias da Macedónia (1Ts 3:6,7).

[3] A exaltação do vício por Atenas teve muito a ver com a queda do Império Grego e agora estava mesmo a minar a força de Roma.

 

 

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