Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXV - ACTOS 15:22-29 (Cont.)
A DECISÃO REPUDIADA AGORA
A despeito de todas as falhas manifestadas no concílio em Jerusalém, deve ainda ser dito que nunca desde essa altura tanta autoridade esteve presente numa reunião eclesiástica. Estavam ali os líderes dos doze, que o Senhor escolhera e comissionara como Seus representantes. Estava ali Paulo, chamado e comissionado pelo Senhor ascendido, e Barnabé, que com Paulo fora enviado pelo Espírito Santo para ministrarem entre os Gentios. Estavam também ali outros com maior ou menor grau de autoridade como representantes de Cristo. Depois também as Escrituras declaram enfaticamente que as decisões do concílio tinham sido dirigidas pelo Espírito Santo.
No entanto quase todos os concílios da igreja têm, desde então, repudiado a decisão deste concílio. Apesar deste concílio ter reconhecido tão enfaticamente a revelação dada a Paulo para os Gentios, com uma mensagem que diferia da deles (Actos 15:9-11; Gál.2:2,7) e apesar de eles terem concordado plena e finalmente que os Gentios permanecessem debaixo da graça, quase sem excepção, a Igreja tem voltado as costas – à comissão Paulina e volta-se para a chamada “grande comissão” dada aos onze, e concílio após concílio tem tratado de questões respeitantes à lei, baptismo, milagres, e uma centena de outros detalhes que nunca teriam constituído problema tivesse a Igreja dado ouvidos às decisões deste concílio e escutado Paulo. Mesmo os Fundamentalistas têm hesitado e vacilado entre a comissão Paulina e a “grande comissão” em vez de se erguerem firmemente em terreno Paulino. Eis aqui a raiz causadora da divisão e confusão que reina presentemente entre si.