Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXIII - ACTOS 14:1-7

ICÓNIO, LISTRA E DERBE

A OBRA EM ICÓNIO

     “E aconteceu que, em Icónio, entraram juntos na sinagoga dos Judeus, e falaram, de tal modo, que creu uma grande multidão, não só de Judeus , mas de Gregos.

     “Mas os Judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos Gentios.

     “Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor , o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que, por suas mãos, se fizessem sinais e prodígios.

     “E dividiu-se a multidão da cidade; uns eram pelos Judeus, e outros pelos apóstolos.

     “E, havendo um motim, tanto dos Judeus como dos Gentios, com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem,

     “Sabendo-o eles, fugiram para Listra e Derbe, cidades de Licaónia, e para a província circunvizinha;

     “E ali pregavam o Evangelho”. - Actos 14:1-7.


UMA GRANDE COMPANHIA DE JUDEUS E GREGOS CRÊEM

     Deus estava para não dar a Israel qualquer desculpa por rejeitar a Cristo. Os doze tinham sido enviados exclusivamente “às ovelhas perdidas da casa de Israel” durante o ministério terreno do Senhor (Mat.10:5,6).Depois da Sua ressurreição Ele enviou-os a pregar “o arrependimento e a remissão de pecados” a “todas as nações”, mas “começando em Jerusalém” e depois a “toda a Judeia e Samaria” antes de irem “aos confins da terra” (Lucas 24:.47; Actos 1:8). Como vimos, isto aconteceu porque, de acordo com o concerto e a profecia, Israel seria o canal de benção para todas as nações.

     Com o apedrejamento de Estevão e a grande perseguição que se seguiu, dificilmente poderia haver qualquer dúvida de que Jerusalém e os líderes de Israel se tinham determinado em não aceitar Cristo.

     Ainda assim, e apesar disso, Deus continuou a tratar com eles por intermédio dos apóstolos que ali tinham ficado e por meio dos discípulos que já estavam a começar a regressar dos lugares para onde tinham sido espalhados (Rom.10:20,21; cf. Isa.65:1,2).1 Na verdade, até Paulo, operando nas regiões além da Palestina, foi primeiro aos Judeus sempre que possível; não, na realidade, com a oferta ou o programa do reino, como os apóstolos da circuncisão fizeram em Jerusalém, mas sempre com o Cristo de Israel.

     E nós não cremos que o único propósito de Paulo em ir em primeiro lugar às sinagogas Judaicas fosse para poder contactar os Judeus. Deve ser lembrado que antes da nação de Israel ter sido posta de parte por Deus ela, espiritualmente, ainda exercia influência considerável sobre os Gentios. Assim, nas sinagogas Paulo também encontraria os Gentios que pelo menos reconheciam o Deus verdadeiro. Estes eram naturalmente mais abertos à Palavra de Deus e à mensagem da graça, e se vencidos pela verdade, dar-lhe-iam um núcleo de crentes reunidos para edificação. É dado a entender que havia Gentios presentes na sinagoga em Antioquia de Pisídia, donde Paulo e Barnabé tinham vindo, e é declarado definidamente que os Gregos como também os Judeus se encontravam presentes nesta sinagoga em Icónio (Vers.1).

     E foi assim que em Icónio Paulo e o seu companheiro dirigiram-se de novo em primeiro lugar para a sinagoga. Como em Antioquia, esta sinagoga e a sua congregação devia ser de tamanho considerável pois lemos que um “grande grupo”2 creu na mensagem.

     Os que querem ser verdadeiramente usados por Deus no ministério público devem notar cuidadosamente que não foi uma organização soberba, um programa de “fazer estalar”, música bela ou entretenimentos atraentes, providenciados por Paulo e Barnabé, que produziram impacto na audiência. Foi o poder da sua mensagem. Eles “falaram de tal modo que creu um grande grupo, não só de Judeus, mas de Gregos”. Nós a quem Deus colocou em público, proclamemos a Sua Palavra e oremos constantemente e lutemos para podermos “falar assim”.


1 “A misericórdia de Deus ainda se estava a manifestar sobre Jerusalém. Estes crentes Cristãos Hebreus esperavam que a nação ainda recebesse o seu testemunho e aceitassem Aquele que tinham rejeitado. Eles foram perseguidos, açoitados, alguns mortos, os seus bens espoliados, expulsos das sinagogas e do templo, e apesar disso ainda continuavam no seu testemunho fiel. Era um período transicional, uma transição da velha para a nova [dispensação]” (The Jewish Question – A Questão Judaica: por Arno C. Gaebelein, Pp.26,27).

2
 Não uma “grande multidão”. Em Actos 28:3 a palavra pleethos, aqui traduzida por multidão, é traduzida por quantidade, ou feixe. A palavra em si não significa necessariamente um grande número. Com o artigo pode significar simplesmente um grupo. Neste caso, contudo, a palavra é precedida pelo adjectivo polu que significa grande ou numeroso. Assim o significado da frase é simplesmente um grande grupo. A sinagoga em Icónio podia acomodar dificilmente o que é geralmente pensado como sendo uma “grande multidão”.

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