Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XV - ACTOS 9:10-16

O OUTRO ANANIAS

     “E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor.

     “E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso, chamado Saulo; pois eis que ele está orando,

     “E, numa visão, ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver.

     “E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi, acerca deste homem, quantos males tem feito aos Teus santos em Jerusalém;

     “E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender todos os que invocam o Teu nome.

     “Disse-lhe porém, o Senhor: Vai, porque este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel;

     “E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo Meu nome.” - Actos 9:10-16.

     O relato de Lucas fornece-nos uma ideia do alcance e extensão da guerra de Saulo contra Cristo e os Seus santos. Aqui em Damasco, longe de Jerusalém, Ananias, um crente devoto, sabe muito acerca do perseguidor e das suas façanhas. Ele ouviu “de muitos” acerca do mal que Saulo fez aos santos de Jerusalém. Ele tivera mesmo conhecimento que Saulo atinha acabado de receber autoridade da parte dos principais dos sacerdotes a fim de prender todos os que invocassem o nome do Messias.

     Na verdade, o propósito de Saulo ao vir a Damasco parece ter sido já do conhecimento dos Judeus ali pois eles já se tinham preparado para o temporal, e quando, em vez disso, eles descobriram que o próprio Saulo se convertera a Cristo, eles exclamaram com admiração:

     “Não é este o que, em Jerusalém, perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?” (Actos 9:21).

     Mas agora tudo isto fora mudado e a grande indicação desse facto é encontrada no mandamento do Senhor a Ananias para que fosse e o visitasse, com a explicação: “Pois eis que ele está orando.”

     Este “eis” não é despido de significado. Qualquer que tivesse sido o modo de vida de Paulo, antes da sua conversão, ele não podia ter sido descrito como um homem de oração.

     Ele tinha sido um escrupuloso observador da lei, zeloso das tradições de seus pais, e conscencioso na perseguição movida a Cristo e aos Seus seguidores.

     Sem dúvida que ele tinha até repetido muitas orações. Mas com toda a sua religião ele não conheceu Deus, nem o Seu Cristo. Agora ele teve um encontro face a face com Cristo e veio assim ao conhecimento do Seu amor e poder salvador, e isso transformou-o completamente.

     Existe uma grande lição para nós no facto de que a vida cristã de Paulo principiou com a humilde oração: “Senhor, que queres que eu faça?” e no facto de que os seus primeiros três dias como crente terem sido passados a maior parte deles em oração.

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