Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO X- ACTOS 7:44-53
O TABERNÁCULO E O TEMPLO
“Estava entre nossos pais no deserto o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.
“O qual nossos pais, recebendo-o também, o levaram com Josué quando entraram na posse das nações que Deus lançou para fora da presença de nossos pais, até aos dias de David.
"Que achou graça diante de Deus, e pediu que pudesse achar tabernáculo para o Deus de Jacob.
“E Salomão lhe edificou casa.
“Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta.
“O céu é o Meu trono, e a terra o estrado dos Meus pés. Que casa Me edificareis? diz o Senhor: ou qual é o lugar do Meu repouso?
“Porventura não fez a Minha mão todas estas coisas?” - Actos 7:44-50.
Ao terminar a sua mensagem Estêvão ainda tratou doutra acusação que eles faziam. Eles tinham-no acusado de proferir palavras blasfemas contra o templo. É claro que isto era falso. O facto é que eles é que eram culpados de blasfémia contra o Santo de quem o templo não era senão um tipo.
O tabernáculo tinha sido substituído pelo templo, mas esta gloriosa residência não fazia de Deus justiça. O templo não era senão um tipo de uma residência ainda mais gloriosa: Cristo, em Quem habita “corporalmente toda a plenitude da Divindade”. Ele era Deus manifestado em carne. Isaías não tinha dito: “ ... e chama-Lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus connosco”? (Mat. 1:23).
A ACUSAÇÃO DE ESTÊVÃO A ISRAEL
“Homens de dura cerviz, incircuncisos de coração e ouvido: vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.
“A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas.
“Vós que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes. - Actos 7:51-53.
Que os líderes compreenderam perfeitamente o que Estêvão tinha estado a transmitir é claro nestes versículos e no resto do registo.
Aparentemente tornou-se evidente que os líderes rejeitariam qualquer apelo que Estêvão tivesse esperado fazer, e ele sentiu que eles não o escutariam muito mais tempo, pois o tom da mensagem muda de repente. Em vez dum apelo há uma violenta acusação. Ele parece repudiá-los quando muda o seu repetido “nossos pais” para “vossos pais” e os acusa de resistirem ao Espírito Santo de atraiçoarem e cometerem homicídio na pessoa de Cristo e de desprezarem Moisés e a lei que eles pretendiam a lei que eles pretendiam proteger. Na sua acusação Estêvão regressou ao pecado que cometeram contra o Espírito, ao pecado que cometeram contra Cristo, ao pecado que cometeram contra Moisés e a lei, para ver o efeito que produziria neles. Na realidade o pecado deles contra o Espírito foi o que selou a sua condenação.
Apesar de Estêvão ao tratar com eles, se ter erguido diante deles cheio do Espírito Santo e sobrenaturalmente transformado, não o escutaram. Eles resistiram, ali e então, ao Espírito Santo e cometeram o pecado imperdoável acerca do qual o Senhor tão solenemente os avisara (Mat.12:31,32).



