Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO X- ACTOS 7:17-43

MOISÉS E OS FILHOS DE ISRAEL

     “Aproximando-se porém do tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egipto.

     “Até que se levantou outro rei, que não conhecia a José.

     “Esse, usando de astúcia contra a nossa linhagem, maltratou nossos pais, ao ponto de os fazer enjeitar as suas crianças, para que não se multiplicassem.

     “Nesse tempo nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai.

   “E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó, e o criou como seu filho.

     “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.

     “E, quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos de Israel.

     “E, vendo maltratado um deles, o defendeu, e vingou o ofendido, matando o egípcio.

     “E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam.

     “E no dia seguinte, pelejando eles, foi por ele visto, e quis levá-los à paz, dizendo: Varões, sois irmãos; porque vos agravais um ao outro?

     “E o que ofendia o seu próprio o repeliu, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz sobre nós?

     “Queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio?

     “E a esta palavra fugiu Moisés, e esteve como estrangeiro na terra de Mediã, onde gerou dois filhos.

     “E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor, no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo de um sarçal.

     “Então Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor.

     “Dizendo: Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob. E Moisés, todo trémulo não ousava olhar.

     “E disse-lhe o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar onde estás é terra santa.

     “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egipto, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egipto.

     “A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? A Este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal.

     “Foi Este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egipto, no Mar Vermelho, e no deserto, por quarenta anos.

     “Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: O Senhor vosso Deus vos levantará de entre vossos irmãos um Profeta como eu; a Ele ouvireis.

     “Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar.

     “Ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram, e em seu coração se tornaram ao Egipto.

     “Dizendo a Aarão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque a esse Moisés, que nos tirou da terra do Egipto, não sabemos o que lhe aconteceu.

     “E naqueles dias fizeram o bezerro, e ofereceram sacrifícios ao ídolo e se alegraram nas obras das suas mãos.

     “Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel?

     “Antes tomastes o tabernáculo de Moloch, e a estrela do vosso deus Remphan, figuras que vós fizestes para as adorar. Transportar-vos-ei pois para além da Babilónia.” - Actos 7:17-43.

     Estêvão, ao fazer aqui um sumário da história de Israel desde o Egipto a Babilónia prossegue com um bem desenvolvido clamor aos seus ouvintes para que reconsiderassem a sua atitude em relação a Cristo.

     Moisés, o ídolo dos líderes, apesar de ser aquele a quem desobedeciam constantemente, é introduzido agora. A princípio pouco tinha parecido que ele viesse a tornar-se no grande libertador de Israel.

     Como bebé escapara à morte às mãos de Faraó só porque Deus interveio providencialmente. Como Deus se ri da rebelião e orgulho do homem, o próprio Faraó iria pagar as despesas do vestuário, alimentação e educação no seu próprio palácio, do homem que faria aquilo que ele tanto temia!

     Então, aos quarenta anos de idade, Moisés deixou a glória do palácio do Faraó para fazer uma visita aos seus irmãos, apenas para os ouvir dizer: “Quem te constituiu príncipe e juiz sobre nós?” (Ver. 27). E o príncipe real teve de fugir como exilado para Mediã.

     Porém este mesmo Moisés voltou mais tarde em poder para libertar o seu povo.

     Um outro herói de Israel amargamente rejeitado antes de ser finalmente aceite.

Mas a lição não termina aqui, pois Estêvão lembra aos líderes que mesmo após a libertação de Israel sob Moisés “nossos pais não quiseram obedecer antes o rejeitaram, e em seu coração se tornaram ao Egipto” (Ver. 39).

     E mesmo isto não foi tudo, pois enquanto Moisés ainda estava no monte a receber as tábuas da lei, o povo, queixando-se de “este Moisés”, fez um bezerro de ouro e dançou, como os pagãos, à volta dele. E esta rebelião contra Moisés e Deus continuou até que Deus os entregou à idolatria e permitiu que fossem levados cativos para Babilónia.

     Tal era a tendência do próprio povo do concerto de Deus para desprezar os Seus profetas e desviar-se da Sua palavra. Estêvão deixou nas mentes dos líderes a questão: Estariam eles de novo a fazerem isto ao rejeitarem Cristo? E estariam eles também talvez em perigo de ser entregues mesmo a males maiores?

     Não era Estêvão, mas eles, que estavam a desprezar Moisés e a lei. Não dissera o próprio Moisés:

     “O Senhor vosso Deus vos levantará de entre vossos irmãos um profeta como eu; A ELE OUVIREIS” (Ver. 37)?

     O que Estêvão, com muito tacto, não citou, mas que os líderes conheciam bem, foi o resto da declaração profética, onde Deus continua a dizer:

     “E será que qualquer que não ouvir as Minhas palavras, que Ele falar em Meu nome, Eu o requerei dele” (Deut. 18:19).

     Esta profecia acerca do Messias não indicava claramente que o Velho concerto era uma instituição temporária? Não provava que Cristo sobrepujaria Moisés, substituindo-o? E o mais notável é que Cristo não veio destruir a lei, mas cumpri-la (Mat.5:17) e introduzir o Novo concerto pelo derramamento do Seu sangue e pela vinda do Seu Espírito, de modo a que Israel pudesse cumprir a lei de coração (Ler cuidadosamente Jer 31:31-34; Actos 21:20).

     Nós repetimos que não foi Cristo nem os apóstolos nem Estêvão que foram culpados do desprezo de Moisés, e da lei, mas os líderes em Israel. E quando eles se sentaram ali e escutaram a mensagem de Estêvão eles colocaram-se em perigo de ser entregues a maior juízo do que aquele que os seus antecessores sofreram.

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