Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO IX- ACTOS 5:33-42

     Agora voltemos novamente ao registo do julgamento dos apóstolos.


O CONSELHO DE GAMALIEL

     “E, ouvindo eles isto, se enfureciam, e deliberaram matá-los.

     “Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fora os apóstolos;

     “E disse-lhes: Varões israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens.

     “Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém: a este se juntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.

     “Depois desse levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.

     “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens se desfará.

     “Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la: para que não aconteça seres também achados combatendo contra Deus.

     “E concordaram com ele. E, chamando os apóstolos, e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus, e os deixaram ir.” - Actos 5:33-40.

     Os líderes, novamente acusados do homicídio de Cristo, e ao verem os apóstolos firmemente determinados em pregá-lo, formam conselho para também os matarem.

     Contudo aqui o eminente Gamaliel ergue uma mão firme, dando uma ordem, “para levarem para fora os apóstolos, por um pouco”. Ele tem uma palavra para em privado dizer aos seus colegas jurados.

     Avisando-os para “tomarem cuidado” quanto, à sua decisão a respeito destes homens, ele lembra-lhes que têm havido outros que têm causado grande alarde, somente para depois tudo passar, e defende que será mais seguro e mais sábio deixar os apóstolos sós, em liberdade, do que opor-se-lhes, asseverando aos seus colegas que “se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará”.

     O conselho de Gamaliel talvez fosse o melhor que um tal homem pudesse dar, contudo foi pobre em si. Dizer que talvez se pudesse ter conseguido mais ignorando esses homens, do que se lhes opondo, se eles não estivessem do lado da verdade, é interessante, mas não se deve esquecer nunca que quando a verdade é proclamada com poder nenhum método pode prevalecer contra ela.

     “POIS NÃO SE PODE NADA CONTRA A VERDADE, SENÃO PELA VERDADE” (I Cor. 13:8).

     Quantos hoje, ao oporem-se à verdade, ou a certas verdades, seguem o conselho de Gamaliel! Temendo assaltar a verdade abertamente, mas opondo-se-lhe continuamente, procuraram manter uma política “mascarada”.

     Porém esquadrinhem tais homens desonrosos mais profundamente as razões de Gamaliel ao aconselhar o Sinédrio, como aconteceu, e vejam se elas não reflectem as suas! É mais do que evidente que Gamaliel não argumentou a fim de os apóstolos poderem ser silenciados mais eficientemente. O seu interesse, aparentemente, visava impedir que os seus colegas jurados na sua oposição a Cristo, cometessem algo demasiado drástico, com medo que ele próprio viesse a ser envolvido. Como Fariseu, ele sabia bem que,

     “NÃO HÁ SABEDORIA, NEM INTELIGÊNCIA, NEM CONSELHO CONTRA O SENHOR” (Prov. 21:30).

     Ele acautelou-se quanto ao que ele temia poder ser o lado errado; o lado da oposição ao Senhor, e ele revelou este temor quando disse:

     “MAS, SE É DE DEUS, NÃO PODEREIS DESFAZÊ-LA; PARA QUE NÃO ACONTEÇA SERDES TAMBÉM ACHADOS COMBATENDO CONTRA DEUS” (Ver. 39).

     Os outros no Sinédrio participavam da sua apreensão? Se não, pelo menos “concordavam com ele” (Ver. 40).

     Seria bom que isto ficasse por aqui, e que os apóstolos tivessem sido despedidos sem serem de novo humilhados. Mas antes de os libertarem os líderes quedaram-se em mais um acto injusto e cobarde.


Os apóstolos de novo vitoriosos

     “Retiraram-se pois da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.

     “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.” - Actos 5:41,42.

     Os veneráveis membros do Sinédrio tinham-se agora quedado em valentões comuns, e a sua tentativa em intimidar os apóstolos somente enfatizava o facto de os apóstolos terem ganho novamente uma decisiva vitória moral. Os açoites não produziam sofrimento e dor, pois eles não estavam a suportá-los pelo bendito Messias que eles esperavam que viesse depressa reinar?

     Eles regozijaram-se na angústia, e redobraram os seus esforços para tornarem Cristo conhecido a Israel.

     Testemunhamos assim a queda dos líderes de Israel e o levantamento do “pequeno rebanho” destinado a reinar um dia com Cristo no Seu reino (Lucas :4; Mat. 21:42; Lucas 12:32; Mat.19:28).

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